Consequências da falta de segurança e higiene na ventilação Industrial

Não é segredo que a ventilação industrial está intimamente ligada à segurança e higiene no local de trabalho. A melhor maneira de as empresas garantirem um ambiente de trabalho saudável é projetar e instalar sistemas de ventilação mecânica confiáveis ​​e eficientes que atendam às necessidades específicas de suas operações e circunstâncias, tendo em mente que as normas pertinentes são rigorosas e bastante detalhadas. Além disso, o controle e a melhoria da qualidade do ar em ambientes industriais têm repercussões positivas na produtividade. Portanto, vale a pena explorar esse tema mais a fundo.


Como a ventilação industrial afeta a segurança e a higiene

Em instalações industriais, as atividades frequentemente envolvem o uso de compostos e substâncias altamente tóxicas. O manuseio desses produtos, juntamente com a complexidade dos próprios processos de produção industrial, leva à liberação de poluentes — na forma de vapores, gases e odores — no ambiente fechado. Isso geralmente é acompanhado por um aumento de temperatura. Claramente, todas essas circunstâncias comprometem o conforto térmico e a saúde desses locais de trabalho.

Somente com a instalação de um sistema de ventilação industrial adequado é possível garantir a segurança e a higiene desses trabalhadores. De fato, a ventilação inadequada é responsável por mais de 40% dos problemas de qualidade do ar em instalações industriais. As consequências diretas são variadas e graves. Entre os aspectos da saúde mais afetados pela presença de substâncias tóxicas estão, naturalmente, doenças respiratórias como asma ocupacional e pneumonite de hipersensibilidade.

No entanto, também é comum que temperaturas e umidade excessivas no ambiente de trabalho causem desconforto, o qual é agravado pelas exigências físicas da maioria dos trabalhos industriais. Em ambientes industriais inseguros e tóxicos, cãibras devido à desidratação causada pela transpiração, erupções cutâneas, exaustão geral e insolação são comuns.

As consequências para a produtividade

Sem dúvida, as repercussões da ventilação industrial na segurança e higiene que mais preocupam empregadores e autoridades são as relacionadas à saúde, já discutidas anteriormente. No entanto, não podemos ignorar como um ambiente adequadamente ventilado influencia a produtividade de uma empresa. Como exemplo, listamos abaixo alguns aspectos que são diretamente beneficiados:

Reduz o absenteísmo por motivos de saúde. Lembre-se que respirar ar poluído causa não apenas doenças respiratórias, mas também tonturas, dores de cabeça e exaustão.

Reduz a necessidade de rotatividade de pessoal, justamente porque a maioria dos trabalhadores está em ótimas condições para desempenhar suas funções. Isso é especialmente significativo em empresas onde, devido à natureza do trabalho, são necessários operadores altamente qualificados e, portanto, difíceis de substituir.

Evita penalidades das autoridades, que, em alguns casos, não são apenas financeiras, mas podem levar ao fechamento temporário ou permanente da empresa. Aumenta a produtividade dos trabalhadores porque, sentindo-se mais confortáveis ​​e seguros no ambiente de trabalho, eles desempenham suas atividades com maior e melhor disposição.

Aspectos regulamentados pela legislação de ventilação industrial

A legislação brasileira sobre ventilação industrial serve para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores. Pense nisso como um conjunto de regras para garantir que o ar nas fábricas e locais de trabalho seja limpo e confortável.

As principais regras vêm de dois lugares:

  1. Normas do Governo (NRs – Normas Regulamentadoras): São leis do Ministério do Trabalho que definem o que as empresas precisam fazer.
  2. Normas Técnicas (ABNT): São guias criados por especialistas que mostram como projetar e instalar os sistemas de ventilação corretamente.

Principais Normas Regulamentadoras (NRs) e o que elas significam:

  • NR 15 (Atividades Insalubres): Diz respeito a ambientes de trabalho que podem fazer mal à saúde. Ela estabelece limites para calor excessivo e certos produtos químicos no ar. A ventilação é fundamental para garantir que esses limites não sejam ultrapassados.
  • NR 17 (Ergonomia): Foca no conforto do trabalhador para que ele possa realizar suas tarefas sem prejudicar a saúde. Uma boa ventilação é crucial para manter um ambiente térmico agradável, o que afeta diretamente o bem-estar e a produtividade.
  • NR 9 (Gerenciamento de Riscos): Pede que as empresas identifiquem e controlem todos os riscos no ambiente de trabalho. A ventilação é uma ferramenta importante para neutralizar riscos à saúde.
  • NR 33 (Espaços Confinados): Trata de locais apertados e de difícil acesso (como tanques ou dutos). Antes e durante o trabalho nesses lugares, é obrigatório monitorar e usar ventilação para garantir que haja oxigênio suficiente e que não existam gases tóxicos.

Normas Técnicas (ABNT) Importantes:

  • NBR 14518: É específica para a ventilação e exaustão em cozinhas profissionais. Ajuda a remover fumaça e odores, e a manter um bom conforto térmico.
  • NBR 16069: Guia para o projeto e instalação de sistemas de ventilação e exaustão industrial em geral.
  • NBR 1657: Usada para calcular a quantidade de ar que precisa ser trocada em um ambiente (como espaços confinados) para garantir a segurança.

Requisitos Gerais Importantes:

Conforto Térmico: Os sistemas de ventilação devem garantir que a temperatura e a umidade do ar estejam dentro de limites agradáveis e seguros para os trabalhadores, seguindo a NR 17 e outras normas.

Prioridade da Proteção Coletiva: É sempre preferível usar soluções que protejam todos os trabalhadores de uma vez (como a ventilação) do que apenas dar equipamentos de proteção individual (EPIs, como máscaras) para cada um.

Ventilação Local Exaustora (VLE): São sistemas de exaustão que “sugam” o ar ruim (como fumaças de solda ou poeira) bem no local onde ele é gerado, antes que se espalhe pelo ambiente.

Umidade do ar

Ao analisar o fator umidade em espaços industriais, é necessário diferenciar e levar em consideração dois conceitos para que as medições sejam realmente eficazes: por um lado, a umidade relativa do ambiente, ou seja, a relação entre a umidade presente no ar e a quantidade que existiria em um ambiente totalmente saturado de vapor de água; por outro lado, a umidade absoluta expressa como o peso do vapor de água por unidade de volume do espaço ocupado (gramas/metro cúbico).

Velocidade do ar

Este fator de velocidade deve ser analisado considerando as atividades realizadas pelos trabalhadores e suas vestimentas. A temperatura e a intensidade da corrente de ar também influenciam na determinação da velocidade média do ar em um edifício industrial.

Movimento do Ar

A sensação de calor experimentada por cada indivíduo também é influenciada por mudanças no movimento do ar. O aumento do movimento do ar leva a uma diminuição proporcional na temperatura corporal, cujo nível pode ser observado nos valores da tabela a seguir:

  • Velocidade 0,3 m/s: diminuição de 1°C
  • Velocidade 0,7 m/s: diminuição de 2°C
  • Velocidade 2,2 m/s: diminuição de 5°C
  • Velocidade 4,5 m/s: diminuição de 7°C

Temperatura do Ar

Medir a temperatura real de um espaço industrial é complexo, pois existem diferentes métodos que medem diferentes conceitos de temperatura do ar (principalmente temperatura de bulbo seco ou úmido, ponto de orvalho ou temperatura de globo). Em última análise, o que importa é a temperatura efetiva, um índice arbitrário estabelecido que indica o grau de frio ou calor sentido pelo corpo humano, dependendo da umidade, da temperatura e da circulação do ar. Essa escala de conforto térmico foi estabelecida como resultado de um teste experimental com um grupo real de pessoas, concluindo que o conforto térmico situa-se entre 22 °C ± 2 °C para períodos frios e 24,5 °C ± 1,5 °C para períodos quentes. Não há dúvida sobre as implicações significativas da ventilação industrial para a segurança e higiene dos trabalhadores. Além disso, ela afeta inegavelmente a produtividade e, consequentemente, o sucesso final de um projeto empresarial, justificando a implementação de todas as medidas necessárias para garantir a eficácia do sistema instalado.

Influência da ventilação na produtividade do sua equipe

Nos últimos tempos, a expressão “respirar mal ambiente no trabalho” ganhou um sentido muito mais relevante. Antes da experiência pandémica, o aumento da incidência de doenças respiratórias, alérgicas, cutâneas ou visuais devido a uma má qualidade do ar nos centros laborais já havia posto o foco na necessidade de garantir uma ventilação correta no trabalho.

Vamos analisar as consequências diretas que têm uma má ventilação na produtividade, especialmente quando não se garantem as condições ideais de temperatura no trabalho.

Como a ventilação afeta o ambiente de trabalho

Sem dúvida, a ventilação no local de trabalho impacta a saúde dos funcionários, especialmente considerando que o ambiente de trabalho é um dos espaços fechados onde as pessoas passam a maior parte do tempo ao longo de suas vidas. Para as empresas, a má qualidade do ar afeta a produtividade, aumentando o número de licenças médicas. Mas essa não é a única maneira pela qual ela impacta o desempenho no trabalho.

Mesmo que os funcionários concluam sua jornada de trabalho, a produtividade diminui se houver má ventilação no local de trabalho. Isso foi demonstrado por inúmeros estudos e pesquisas conduzidos por universidades renomadas.

Um desses estudos, publicado na Harvard Business Review e liderado pelo Professor Joseph Allen, concluiu que as reações dos trabalhadores foram observadas após mudanças que afetaram significativamente a qualidade do ar. Especificamente, a proporção de COVs (Compostos Orgânicos Voláteis) e CO2 (Monóxido de Carbono) no ar foi modificada para detectar as mudanças cognitivas resultantes e, consequentemente, o impacto na produtividade. Três funções foram mais afetadas quando a qualidade do ar mudou:

  • Tomada de decisões.
  • Desenvolvimento de estratégias.
  • Planejamento.

Efeitos da temperatura no trabalho

Tendo mencionado anteriormente o estudo de Allen, voltamo-nos agora para o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (INSHT) para discutir a influência específica da temperatura no local de trabalho e seus efeitos na produtividade. O ambiente térmico ideal em um escritório deve estar entre 17 e 27 graus Celsius, caindo para entre 14 e 24 graus Celsius em locais de trabalho onde se realizam tarefas leves.

Em relação à temperatura no local de trabalho, a forma como ela afeta a produtividade pode ser resumida nos seguintes aspectos principais:

Perda de concentração como resultado de dores de cabeça ou possível queda da pressão arterial.

Redução do ritmo de trabalho devido ao aumento da fadiga causada pelo calor.

Dificuldade de coordenação do trabalho em equipe, uma vez que o humor é afetado pelo calor, dificultando o estabelecimento de um ambiente colaborativo e participativo entre os trabalhadores.

Ventilação adequada no local de trabalho e sua influência na produtividade

Sem dúvida, para evitar o estresse térmico no ambiente de trabalho, a melhor solução é instalar um sistema de ventilação adequado às condições de trabalho e que garanta um controle climático apropriado. Vale lembrar que a ventilação no local de trabalho não serve apenas para renovar o ar, mas também para regular a umidade e filtrar poluentes. Em outras palavras, ela atua na origem dos principais fatores que contribuem para a queda de produtividade. Nesse sentido, é importante abordar o projeto de ventilação do local de trabalho com uma estratégia que considere três possíveis etapas de ação: Garantir a renovação do ar e uma temperatura confortável. Buscar a máxima eficiência energética, para a qual um sistema de resfriamento passivo pode ser muito útil em alguns casos; ou seja, resfriar o ambiente com água acima do ponto de orvalho. Utilizar o resfriamento a baixa temperatura como último recurso, já que ele produz condensação nos emissores de resfriamento, o que reduz a eficiência do sistema de ventilação. Implementar uma ventilação adequada no local de trabalho não é apenas uma questão de responsabilidade para com os trabalhadores, mas também um investimento nos lucros da empresa.

fonte: https://www.solerpalau.com/blog/es-es/influencia-de-la-ventilacion-en-la-productividad-de-tu-equipo/

Qual a importância do ar interior

No mundo acelerado de hoje, onde a maioria de nós passa significativas horas dentro de ambientes fechados, seja em casa, no trabalho ou em locais de lazer, a qualidade do ar que respiramos é mais importante do que nunca. A qualidade do ar interior (QAI) não é apenas um componente essencial do conforto em nossos espaços, mas um pilar fundamental para a nossa saúde e bem-estar. Como parte do Grupo Soler & Palau, líder mundial em ventilação e qualidade do ar, estamos na vanguarda do desenvolvimento de soluções inovadoras para garantir que o ar em seus espaços seja puro, fresco e saudável.

A Ciência da Qualidade do Ar Interior

Diversos estudos têm mostrado que a poluição do ar interior pode ser até cinco vezes superior à poluição externa. Isso se deve a uma variedade de fatores, incluindo, mas não se limitando a, compostos orgânicos voláteis (COVs), mofo, pólen, partículas finas e monóxido de carbono, que podem emanar de móveis, produtos de limpeza, materiais de construção e até mesmo de nossas atividades diárias.

A exposição prolongada a um ar interior de má qualidade tem sido associada a uma vasta gama de problemas de saúde, desde irritações nos olhos, nariz e garganta, até condições mais graves como asma, doenças respiratórias crônicas e, em casos extremos, pode contribuir para doenças cardíacas e câncer.

A Solução Através da Inovação

Como parte do Grupo Soler & Palau, estamos comprometidos em liderar a caminhada para um futuro onde o ar que respiramos dentro de nossos espaços seja tão fresco e limpo quanto o ar que encontramos na natureza. Nossas soluções de ventilação são projetadas não apenas para extrair o ar contaminado e introduzir ar fresco de fora, mas também para filtrar e purificar o ar, garantindo que os ambientes internos sejam seguros, confortáveis e propícios ao bem-estar.

Nossos produtos abrangem uma ampla gama de aplicações, desde soluções residenciais discretas até sistemas de ventilação industrial de alta capacidade, todos projetados com a mais alta tecnologia e inovação. A eficiência energética é uma prioridade, garantindo que, ao melhorar a qualidade do ar interior, não estejamos prejudicando o ambiente externo.

Compromisso com a Excelência

Como líder mundial, o Grupo Soler & Palau está na vanguarda da pesquisa e desenvolvimento em qualidade do ar e tecnologias de ventilação. Estamos comprometidos em oferecer produtos da mais alta qualidade, apoiados por um serviço ao cliente excepcional. Nossa missão é garantir que cada respiração que você dê dentro de seus espaços seja uma respiração de ar puro, seguro e revitalizante.

Conclusão

Investir na qualidade do ar interior é investir na saúde e no bem-estar de todos que compartilham nossos espaços. À medida que avançamos, o Grupo Soler & Palau continua dedicado a ser seu parceiro confiável em criar ambientes internos que não apenas promovam a saúde, mas também o bem-estar geral e a felicidade. Respire melhor, viva melhor com Soler & Palau.

Como ventilar meu apartamento?

O motivo de ventilar o seu apartamento deve-se à necessidade de eliminar os contaminantes presentes no ar; como CO₂ emitido ao expirar, poeira, vapores nocivos (produtos de cozimento de alimentos, armazenamento de produtos químicos ou qualquer outra fonte similar), vapor de água entre outros, como vírus e bactérias transportados pelo ar.O que é considerado ar de boa qualidade e como pode ser medido?

Ao contemplar a ventilação em apartamentos, este é considerado um espaço puramente residencial normalmente ocupado e, portanto, deve estar em conformidade com os regulamentos ASHRAE 62.1. 2010. Esta norma lista diferentes usos para espaços comumente habitados, bem como métodos de cálculo e dimensionamento dos volumes de ar a circular no espaço.

O que é considerado ar de boa qualidade e como pode ser medido?

De acordo com a norma Ashrae 62.1 – 2010, uma Qualidade do Ar Interior (IAQ) aceitável é aquela em que a concentração de poluentes considerados nocivos por uma autoridade local sobre o assunto, não ultrapasse os limites em que começa a ser prejudicial à saúde e mais de 80% das pessoas expostas, não apresentam incômodo ou desconforto antes da referida concentração.   O contaminante mais comum presente neste tipo de espaço é o CO₂ em que seu efeito na saúde depende da concentração; conforme indicado pela ANSI/ASHRAE 62.1-2010 Ventilação para Qualidade do Ar Interior Aceitável e mostrado abaixo1:

– 400 ppm: Concentração média no ar exterior

– 400-1000 ppm: Concentração típica em espaços ocupados com boa ventilação

– 1000-2000 ppm: tonturas e mal-estar

– 2000-5000 ppm: Dor de cabeça, sonolência, perda de atenção, aumento da frequência cardíaca e pode causar náuseas.

Níveis acima de 5.000 ppm são tóxicos e podem levar à morte.

Outro fator que deve ser levado em consideração é o tempo de exposição, pois uma concentração baixa por tempo prolongado pode ter o mesmo efeito que uma concentração mais alta por um tempo menor (para mais informações sobre os níveis nocivos dos diferentes agentes contaminantes, ver Tabela B – 1 ASHRAE 62.1 – 2010).

Da mesma forma, alguns contaminantes que também são predominantes nos ambientes internos dos apartamentos são vírus e bactérias. Onde, se uma pessoa infectada emite aerossóis que permanecem em estado de suspensão, as chances de contágio são maiores quanto menos trocas de ar de hora em hora forem feitas. A fim de mitigar o contágio, a Norma ANSI/ASHRAE 62.1-2010 Ventilação para Qualidade do Ar Interior Aceitável recomenda ter mais de 6 trocas de ar por hora2. Recomenda-se exceder 6 trocas de ar sem afetar drasticamente o conforto térmico dos ocupantes.

1. Dióxido de carbono. (2018, 2 de janeiro). Recuperado em 23 de março de 2022, do site do Departamento de Serviços de Saúde de Wisconsin: https://www.dhs.wisconsin.gov/chemical/carbondioxide.htm 2. Allen, J. G., & Ibrahim, A. M. (2021). Mudanças no ar interno e implicações potenciais para a transmissão de SARS-CoV-2. JAMA, 325(20), 2112.

https://doi.org/10.1001/jama.2021.5053

3. Norma ANSI/ASHRAE 62.1-2010 Ventilação para Qualidade do Ar Interior Aceitável.Out.2013, ISSN 1041-2336. Por outro lado, a maneira mais direta pela qual uma medição precisa pode ser feita é por meio de sensores dedicados a detectar a concentração do poluente específico. Esses sensores devem possuir algum tipo de sinal auditivo, visual ou elétrico que alerte ou emita algum tipo de informação que permita que alguma ação seja tomada a fim de reduzir a concentração do poluente no espaço.

Como é dimensionado o fluxo de ar necessário para o espaço?

Para determinar a vazão necessária para uma qualidade de ar interna aceitável, o padrão 62.1 possui 3 procedimentos: Procedimento de Taxa de Ventilação: O fluxo é determinado com base na seção 6.2 que determina um fluxo com base no tipo de espaço a ser ventilado. Para este caso, os valores de referência podem ser retirados das seguintes tipologias mostradas na tabela.

Tabela 1 (Tabela 6-1 Ashrae 62.1 – 2010.) A ocupação residencial é de 2 pessoas para estúdio, estúdio ou espaço individual, e 1 pessoa é adicionada para cada quarto extra no apartamento.

Procedimento de qualidade do ar interno (IAQ): Parte de uma análise de contaminantes, área respirável e ar externo necessário de acordo com a seção 6.3. Procedimento para ventilação natural: Com base na arquitetura dos espaços e sua área para dimensionar as aberturas necessárias, sejam operáveis ​​ou fixas. Qualquer espaço que não cumpra as distâncias máximas desde a abertura até ao ponto mais afastado do espaço de acordo com o ponto 6.4.1 deve ser complementado com ventilação mecânica utilizando um dos dois métodos mencionados acima. O tamanho dessas aberturas deve ser de no mínimo 4% do espaço de ocupação da rede. (Para calcular essas aberturas, deve-se levar em consideração a área efetiva de cada tipo de abertura, seja ela grades fixas, janelas operáveis ​​ou porta de correr.)

No caso da ventilação mecânica, deve-se sempre considerar a qualidade do ar externo, pois, caso haja necessidade de tratamento, deve-se descartar a ventilação natural e optar-se pela injeção de ar filtrado para evitar a entrada de ar viciado no ambiente. espaço.

No caso de banheiros, em que é necessário controlar os maus odores e a umidade. De acordo com Ashrae 62.1-2010 Tabela 6-4, a taxa de extração para banheiros privativos é de 50 Cfm por unidade para controle de odor, para atender a essa meta, o tempo de operação deve ser o tempo que o espaço estiver ocupado e pelo menos 5 min após o término de seu uso, para permitir a extração do restante dos possíveis odores que possam permanecer após o uso. Para atacar o problema da umidade, é útil que o exaustor tenha um sensor de umidade que, em conjunto com o timer, permita que o equipamento controle a qualidade do ar, evitando o crescimento de fungos e mofo no ambiente.

Em conclusão, para evitar problemas de saúde por parte dos ocupantes, contribuir para o conforto térmico e obter uma boa qualidade do ar interior. Deve ser assegurada uma boa ventilação do espaço, evitando altas concentrações de poluentes e odores. Tendo em conta que onde é arquitetonicamente possível ventilar naturalmente, esta solução deve ser escolhida. Norma ANSI/ASHRAE 62.1-2010 Ventilação para Qualidade de Ar Interior Aceitável.Out.2013, ISSN 1041-2336.

A importância da qualidade do ar interior

As pessoas geralmente se preocupam com o ar que respiram na rua, em meio a poluição dos carros e das indústrias. No entanto, são nos ambientes internos climatizados onde se apresentam os maiores perigos para a saúde.

Qualidade do ar interno.

Estudos mostram que a poluição do ar interno apresenta maiores riscos à saúde quando em comparação a poluição do ar externo. Isso porque nos ambientes fechados a menor renovação do ar leva a uma maior concentração de agentes poluentes e microrganismos nocivos à saúde humana, como vírus, bactérias e fungos.

Hoje, passamos a maior parte de nosso tempo (cerca de 92%) em locais fechados, onde o mesmo ar circula e recircula ao longo deste período, passando pelas tubulações de um ar-condicionado e sendo dividido entre muitas pessoas.

Embora a qualidade do ar interior não seja o único fator a afetar a qualidade ambiental de um edifício, está entre aqueles de maior influência. As sujidades e microrganismos presentes no ar são aspirados pelos frequentadores do ambiente, que sofrem com as consequências.

É comum presenciarmos, em empresas onde não há preocupação com a qualidade do ar interno, colaboradores apresentando quadros de alergia, rinites, sinusites entre outros problemas respiratórios. E com a pandemia do Corona Vírus a situação se agravou de forma exponencial.

 A aglomeração destas pessoas, somada ao tempo que passam em um mesmo ambiente, facilita a transmissão de microrganismos dispersos no ar. O fenômeno atingiu tal dimensão, que a OMS (Organização Mundial de Saúde) o catalogou sob o nome de “Síndrome do Edifício Doente”.

Ao afetar os trabalhadores, a Síndrome do Edifício Doente, causada por ar interno de má qualidade, afeta os resultados da empresa, provocando o aumento do absenteísmo, queda de produtividade e motivação, assim como facilita a ocorrência de erros em processos, uma vez que profissionais doentes apresentam menor foco e atenção em suas tarefas.

 Um ambiente com ar climatizado é considerado doente quando 20% dos ocupantes de um prédio apresentam sintomas parecidos de: tosse, reações alérgicas e irritantes (espirro, coceira no nariz, coriza, obstrução nasal) ou infecções. 

O PMCO veio para organizar e minimizar os riscos causados por um edifício doente. Ele prevê que todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interiores climatizados artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.

Também, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, na Resolução número nove (RE 09), a aplicação do exame de “Qualidade do Ar Interior“ em ambientes climatizados artificialmente e que são utilizados de forma coletiva. Neste exame são estipulados Valores Máximos Recomendados (VMR) de contaminação química e biológica do ar, estabelecendo parâmetros físicos de qualidade com o objetivo de gerar um maior conforto e menores danos à saúde dos indivíduos que dividem o mesmo ambiente diariamente.

Este exame seja realizado semestralmente e em horários de pico de utilização do ambiente.

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Sensores de qualidade do ar: saúde, economia de energia e eficiência

Não é surpreendente que um dos elementos de controle mais exigidos no mercado hoje sejam os sensores de qualidade do ar. É que, se levarmos em conta que nosso modo de vida atual nos levou a viver mais de 80% do nosso tempo em espaços fechados, e que existem cada vez mais condições relacionadas a alérgenos e poluentes, não é incomum que seja assim, pois o controle da qualidade do ar interno em nossas casas e locais de trabalho está se tornando uma necessidade.

Além disso, somos cada vez mais exigentes na procura dos nossos níveis ideais de conforto. Procuramos espaços cada vez mais limpos, mais saudáveis ​​e melhor climatizados. Mas, à medida que nossas sociedades evoluem tecnológica e economicamente, conceitos como conforto, saúde ou segurança também evoluem.

E se é verdade que no local de trabalho se tem registado mais avanços na procura de um ambiente interior saudável, sobretudo devido à obrigação de controlar os fatores de risco, na esfera doméstica ainda há muito por fazer.

Vivemos em uma sociedade dominada por grandes cidades com pouco espaço de desenvolvimento e alta densidade populacional. E há cada vez mais estudos que mostram uma quantidade maior de poluentes em ambientes internos do que externos.

Embora seja verdade que alguns poluentes do ar interno vêm de fora, a maioria deles é liberada dentro do próprio edifício. São os poluentes que as pessoas emitem, por exemplo, através do nosso hálito, os que emanam dos produtos de limpeza, dos próprios materiais de construção, dos móveis, etc… A tudo isso deve ser adicionado o fato de que a umidade e a falta de ventilação podem aumentar ainda mais a poluição do ar interior.

O que é um sensor de qualidade do ar?

Nos últimos anos, temos desenvolvido diversos sistemas de ventilação mecânica controlada e sistemas de recuperação de calor que ajudam a garantir a qualidade do ambiente em espaços habitados. Existem também sistemas de ventilação controlada por demanda que, por meio da utilização de sensores, sondas e comportas, permitem que a vazão necessária seja fornecida e extraída a todo momento de acordo com as reais necessidades de cada ambiente.

Procuramos uma ventilação inteligente que nos permita regular o equipamento de ventilação, com base em dois parâmetros configurados no projeto de instalação. Nesse sentido, os sensores de qualidade do ar são os instrumentos de medição e controle que nos permitem avaliar a qualidade do ar interno do espaço em que vivemos ou trabalhamos.

Estes sensores são responsáveis por controlar os níveis de qualidade do ar interno, iniciando automaticamente o equipamento de ventilação quando os níveis de qualidade do ar ultrapassarem os níveis selecionados.

Da mesma forma, quando o sensor detecta que os níveis de qualidade do ar voltam a ser os corretos, o equipamento de ventilação continuará a operar por um período de tempo ajustável.

AIRSENS CO2

Em nossa linha Habitat temos o AIRSENS Sensores inteligentes disponíveis em três versões diferentes: CO2, VOC e RH. Projetados para criar sistemas de demanda controlada de ventilação sem a necessidade de instalar um controle intermediário. Estes sensores podem ser conectados a ventiladores AC, ECOWATT (EC) ou variadores de frequência VFTM. Você pode encontra-los em nosso e-commerce.

Economia de energia e eficiência

O uso de sensores de qualidade do ar também contribui para:

  • Aumentar a economia de energia e eficiência; Os sistemas de ventilação adaptam sempre o seu funcionamento às condições do ambiente interior, reduzindo o consumo de eletricidade.
  • Aumentar os níveis de conforto em casa; Esses sistemas de controle permitem um ambiente interno mais saudável e limpo.
  • Aumentar a vida útil dos sistemas de ventilação; Qualquer dispositivo ou sistema usado com eficiência aumentará sua vida útil trabalhando menos horas com desempenho otimizado.

Regulamentos sobre ventilação e qualidade do ar

Como as construtoras tendem a construir edifícios mais eficientes e com melhor isolamento, a necessidade de incorporar sistemas de ventilação adequados aos projetos surge mais do que nunca. Para tal, tanto os estudos de arquitetura como de engenharia devem conhecer os parâmetros exigidos ao nível da ventilação nos dois regulamentos básicos aplicáveis ​​nesta matéria: o CTE – Código Técnico da Edificação e o RITE, Regulamento das Instalações Térmicas em Edifícios.

No que se refere aos fluxos de renovação de ar necessários no ambiente doméstico, encontra-se o CTE (Código Técnico de Edificações), no seu Documento Básico de Saúde, onde se especificam os principais requisitos que qualquer edificação deve cumprir para garantir uma ventilação adequada. Esta regra será aplicada em relação às divisões interiores dos edifícios residenciais e instalações que os integram, tais como armazéns de resíduos, depósitos e também parques de estacionamento.

Nesta área, o CTE estabelece que os poluentes que são produzidos regularmente durante o uso normal das edificações devem ser eliminados, de forma que seja proporcionado um fluxo de ar exterior suficiente e seja garantida a extração e expulsão do ar viciado pelos contaminantes com os sistemas de ventilação adequados.

Uma modificação recente deste regulamento estabelece novos requisitos em relação aos fluxos mínimos de ventilação em cada sala. Da mesma forma, considera que a concentração média anual de CO2 nas salas habitáveis ​​deve ser inferior a 900 ppm. Este valor refere-se às concentrações máximas de poluentes referidas a partes por milhão (ppm) de CO2.

Esta norma estabelece uma série de categorias de qualidade do ar interior, denominadas “IDA”, dependendo da utilização do edifício ou instalações. Assim, estabelece como mínimo:

  • IDA 1 (ar de ótima qualidade): hospitais, clínicas, laboratórios e berçários.
  • IDA 2 (ar de boa qualidade): escritórios, residências (instalações comuns de hotéis e semelhantes, residências para idosos e estudantes), salas de leitura, museus, tribunais, salas de aula e salas de aula semelhantes e piscinas.
  • IDA 3 (ar de qualidade média): edifícios comerciais, cinemas, teatros, salas de eventos, quartos de hotel e semelhantes, restaurantes, cafés, bares, salões de festas, ginásios, instalações desportivas (exceto piscinas) e salas de informática.
  • IDA 4 (ar de baixa qualidade)

O RITE também estabelece uma série de parâmetros como a vazão mínima do ar de ventilação externa, a filtração do ar de ventilação externa mínima ou o ar de extração que devem ser levados em consideração para atingir as categorias de ar interno mencionadas acima.

Em suma, a ventilação adequada do edifício será essencial se quisermos alcançar o máximo conforto em nossa casa, especialmente em locais com maior poluição sonora devido ao ruído do tráfego ou outros elementos, que pressupõem o fechamento da ventilação natural. Portanto, é importante ter em mente que os sistemas de ventilação trabalharão de forma mais eficiente e rápida através da medição por meio de sensores de qualidade do ar interno, permitindo também economia de energia.

Por seu lado, o RITE, Regulamento das Instalações Térmicas em Edifícios, estabelece os requisitos que as instalações térmicas que os edifícios devem cumprir em termos de bem-estar e higiene, eficiência energética e segurança. Dentro dessas instalações térmicas, são consideradas as instalações de ar condicionado, aquecimento, resfriamento, ventilação e água quente sanitária.

O RUIDO NA VENTILAÇÃO

O que comumente costuma-se tratar como “ruído” ou “nível de ruído”, tecnicamente é chamado de “pressão sonora”. Os fabricantes de ventiladores normalmente informam a pressão sonora em campo livre, ou seja, sem obstáculos, irradiado de forma esférica, em decibéis na escala A (dBA), do ventilador funcionando no ponto de operação especificado. A escala A é aquela que mais se aproxima da resposta do ouvido humano ao som.

Para um ventilador o ruído será sempre dependente do tipo de rotor, da pressão total, da vazão, do rendimento e da velocidade de rotação dele.

O nível de ruído informado para o ventilador decorre de cálculos teóricos ou de parâmetros obtidos em ensaio de laboratório, e não refletem a influência de aspectos do seu local de instalação, que podem alterar bastante o valor informado. A conexão a dutos na aspiração e/ou descarga, a proximidade de paredes ou outras máquinas e a distância do ponto de medição do ruído, entre outros aspectos, podem alterar significativamente o nível de ruído observado.

O ruído resultante de duas ou mais fontes no mesmo ambiente não é uma soma aritmética. A soma de duas fontes iguais, por exemplo, acrescenta 3dB ao nível de ruído individual, ou seja, duas fontes de 81dBA correspondem a um ruído global de 84dBA.

O aparelho para medição de ruído é o decibelímetro, e os níveis admissíveis para o ambiente de trabalho são definidos na Norma Regulamentadora No.15 do Ministério do Trabalho.

Para complementar esse assunto, temos um vídeo no youtube com o mesmo tema Ruído em Ventiladores.

O teletrabalho pode afetar a qualidade do ar em casa?

Mais gente, mais tempo sem sair, mais atividade. Se estes meses em que todos estivemos em casa nos mostraram algo, é a importância de termos o nosso lar bem condicionado. Não se trata apenas da dimensão da nossa casa, da distribuição dos espaços ou do conforto dos móveis. Passar mais horas em casa faz com que tenhamos atenção à qualidade do ar interior que vamos respirar.

Tudo o que afeta a qualidade do ar em casa

Os fatores que contribuem para a deterioração da qualidade do ar interno são muitos e variados. É claro que os materiais de construção e nossos móveis podem liberar substâncias tóxicas, entre outras, os chamados VOCs (Compostos Orgânicos Voláteis). Mas, acima de tudo, são as atividades que realizamos dentro de nossas casas que poluem o ar. O simples fato de respirar já implica um aumento dos níveis de CO2 e, por consequência, a necessidade de renovar o ar para cuidar da nossa saúde. Além disso, vírus, bactérias e outros microrganismos aumentam sua presença quanto mais pessoas vivem juntas e quanto mais horas passam em casa.

O impacto do teletrabalho na qualidade do ar interno

Na União Européia, as recomendações começam sempre pela compra de aparelhos que tenham o rótulo Ecolabel ou o certificado American Energy Star, para garantir que sejam itens feitos com materiais sustentáveis ​​e que respeitem os padrões ecológicos. Assim, reduz-se a possibilidade de liberação de VOCs que contaminam o ar interno do espaço onde estão sendo utilizados.

Ventilação mecânica, o melhor aliado do teletrabalho

Todas as pequenas medidas que tomarmos para reduzir o impacto negativo do teletrabalho na qualidade do ar interno em casa são bem-vindas. No entanto, a única forma de garantir um ambiente verdadeiramente saudável é ventilar o espaço de teletrabalho. As janelas podem ser abertas, claro, mas é um gesto que interfere no conforto térmico e, em outro artigo, já explicamos a relação entre isso e a produtividade. A pessoa em teletrabalho quando sente calor ou frio tem uma sensação de desconforto que dificulta a concentração, ou a atenção total às tarefas que estão sendo realizadas.

Por isso, tão importante quanto investir em uma cadeira ergonômica ou em um móvel que permita trabalhar à distância com conforto, também deve ser feito em um sistema que garanta a qualidade do ar em casa. Respirar ar viciado afeta a saúde, causando desde dores de cabeça, a alergias ou problemas respiratórios.

Você pode optar por um dispositivo de filtragem de ar.  Porém, os sistemas realmente eficazes são aqueles que proporcionam a renovação completa do ar, ou seja, um sistema de ventilação mecânica. Com esses dispositivos, o ar poluído é extraído e o consequente fluxo de ar limpo é fornecido. Tudo isso dentro dos mais exigentes níveis de eficiência energética. Existem ainda aqueles que incorporam um recuperador de calor que serve, ao mesmo tempo, para manter uma temperatura constante e adequada, para realizar qualquer atividade com conforto a partir de casa.

Para compatibilizar saúde e teletrabalho, basta tomar algumas medidas de bom senso. Sem dúvida, vale a pena investir na instalação de um sistema de ventilação mecânica para a casa. Para além de aproveitarmos o teletrabalho, este sistema irá melhorar permanentemente o ar interior, beneficiando todos os habitantes da casa.