Consequências da falta de segurança e higiene na ventilação Industrial

Não é segredo que a ventilação industrial está intimamente ligada à segurança e higiene no local de trabalho. A melhor maneira de as empresas garantirem um ambiente de trabalho saudável é projetar e instalar sistemas de ventilação mecânica confiáveis ​​e eficientes que atendam às necessidades específicas de suas operações e circunstâncias, tendo em mente que as normas pertinentes são rigorosas e bastante detalhadas. Além disso, o controle e a melhoria da qualidade do ar em ambientes industriais têm repercussões positivas na produtividade. Portanto, vale a pena explorar esse tema mais a fundo.


Como a ventilação industrial afeta a segurança e a higiene

Em instalações industriais, as atividades frequentemente envolvem o uso de compostos e substâncias altamente tóxicas. O manuseio desses produtos, juntamente com a complexidade dos próprios processos de produção industrial, leva à liberação de poluentes — na forma de vapores, gases e odores — no ambiente fechado. Isso geralmente é acompanhado por um aumento de temperatura. Claramente, todas essas circunstâncias comprometem o conforto térmico e a saúde desses locais de trabalho.

Somente com a instalação de um sistema de ventilação industrial adequado é possível garantir a segurança e a higiene desses trabalhadores. De fato, a ventilação inadequada é responsável por mais de 40% dos problemas de qualidade do ar em instalações industriais. As consequências diretas são variadas e graves. Entre os aspectos da saúde mais afetados pela presença de substâncias tóxicas estão, naturalmente, doenças respiratórias como asma ocupacional e pneumonite de hipersensibilidade.

No entanto, também é comum que temperaturas e umidade excessivas no ambiente de trabalho causem desconforto, o qual é agravado pelas exigências físicas da maioria dos trabalhos industriais. Em ambientes industriais inseguros e tóxicos, cãibras devido à desidratação causada pela transpiração, erupções cutâneas, exaustão geral e insolação são comuns.

As consequências para a produtividade

Sem dúvida, as repercussões da ventilação industrial na segurança e higiene que mais preocupam empregadores e autoridades são as relacionadas à saúde, já discutidas anteriormente. No entanto, não podemos ignorar como um ambiente adequadamente ventilado influencia a produtividade de uma empresa. Como exemplo, listamos abaixo alguns aspectos que são diretamente beneficiados:

Reduz o absenteísmo por motivos de saúde. Lembre-se que respirar ar poluído causa não apenas doenças respiratórias, mas também tonturas, dores de cabeça e exaustão.

Reduz a necessidade de rotatividade de pessoal, justamente porque a maioria dos trabalhadores está em ótimas condições para desempenhar suas funções. Isso é especialmente significativo em empresas onde, devido à natureza do trabalho, são necessários operadores altamente qualificados e, portanto, difíceis de substituir.

Evita penalidades das autoridades, que, em alguns casos, não são apenas financeiras, mas podem levar ao fechamento temporário ou permanente da empresa. Aumenta a produtividade dos trabalhadores porque, sentindo-se mais confortáveis ​​e seguros no ambiente de trabalho, eles desempenham suas atividades com maior e melhor disposição.

Aspectos regulamentados pela legislação de ventilação industrial

A legislação brasileira sobre ventilação industrial serve para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores. Pense nisso como um conjunto de regras para garantir que o ar nas fábricas e locais de trabalho seja limpo e confortável.

As principais regras vêm de dois lugares:

  1. Normas do Governo (NRs – Normas Regulamentadoras): São leis do Ministério do Trabalho que definem o que as empresas precisam fazer.
  2. Normas Técnicas (ABNT): São guias criados por especialistas que mostram como projetar e instalar os sistemas de ventilação corretamente.

Principais Normas Regulamentadoras (NRs) e o que elas significam:

  • NR 15 (Atividades Insalubres): Diz respeito a ambientes de trabalho que podem fazer mal à saúde. Ela estabelece limites para calor excessivo e certos produtos químicos no ar. A ventilação é fundamental para garantir que esses limites não sejam ultrapassados.
  • NR 17 (Ergonomia): Foca no conforto do trabalhador para que ele possa realizar suas tarefas sem prejudicar a saúde. Uma boa ventilação é crucial para manter um ambiente térmico agradável, o que afeta diretamente o bem-estar e a produtividade.
  • NR 9 (Gerenciamento de Riscos): Pede que as empresas identifiquem e controlem todos os riscos no ambiente de trabalho. A ventilação é uma ferramenta importante para neutralizar riscos à saúde.
  • NR 33 (Espaços Confinados): Trata de locais apertados e de difícil acesso (como tanques ou dutos). Antes e durante o trabalho nesses lugares, é obrigatório monitorar e usar ventilação para garantir que haja oxigênio suficiente e que não existam gases tóxicos.

Normas Técnicas (ABNT) Importantes:

  • NBR 14518: É específica para a ventilação e exaustão em cozinhas profissionais. Ajuda a remover fumaça e odores, e a manter um bom conforto térmico.
  • NBR 16069: Guia para o projeto e instalação de sistemas de ventilação e exaustão industrial em geral.
  • NBR 1657: Usada para calcular a quantidade de ar que precisa ser trocada em um ambiente (como espaços confinados) para garantir a segurança.

Requisitos Gerais Importantes:

Conforto Térmico: Os sistemas de ventilação devem garantir que a temperatura e a umidade do ar estejam dentro de limites agradáveis e seguros para os trabalhadores, seguindo a NR 17 e outras normas.

Prioridade da Proteção Coletiva: É sempre preferível usar soluções que protejam todos os trabalhadores de uma vez (como a ventilação) do que apenas dar equipamentos de proteção individual (EPIs, como máscaras) para cada um.

Ventilação Local Exaustora (VLE): São sistemas de exaustão que “sugam” o ar ruim (como fumaças de solda ou poeira) bem no local onde ele é gerado, antes que se espalhe pelo ambiente.

Umidade do ar

Ao analisar o fator umidade em espaços industriais, é necessário diferenciar e levar em consideração dois conceitos para que as medições sejam realmente eficazes: por um lado, a umidade relativa do ambiente, ou seja, a relação entre a umidade presente no ar e a quantidade que existiria em um ambiente totalmente saturado de vapor de água; por outro lado, a umidade absoluta expressa como o peso do vapor de água por unidade de volume do espaço ocupado (gramas/metro cúbico).

Velocidade do ar

Este fator de velocidade deve ser analisado considerando as atividades realizadas pelos trabalhadores e suas vestimentas. A temperatura e a intensidade da corrente de ar também influenciam na determinação da velocidade média do ar em um edifício industrial.

Movimento do Ar

A sensação de calor experimentada por cada indivíduo também é influenciada por mudanças no movimento do ar. O aumento do movimento do ar leva a uma diminuição proporcional na temperatura corporal, cujo nível pode ser observado nos valores da tabela a seguir:

  • Velocidade 0,3 m/s: diminuição de 1°C
  • Velocidade 0,7 m/s: diminuição de 2°C
  • Velocidade 2,2 m/s: diminuição de 5°C
  • Velocidade 4,5 m/s: diminuição de 7°C

Temperatura do Ar

Medir a temperatura real de um espaço industrial é complexo, pois existem diferentes métodos que medem diferentes conceitos de temperatura do ar (principalmente temperatura de bulbo seco ou úmido, ponto de orvalho ou temperatura de globo). Em última análise, o que importa é a temperatura efetiva, um índice arbitrário estabelecido que indica o grau de frio ou calor sentido pelo corpo humano, dependendo da umidade, da temperatura e da circulação do ar. Essa escala de conforto térmico foi estabelecida como resultado de um teste experimental com um grupo real de pessoas, concluindo que o conforto térmico situa-se entre 22 °C ± 2 °C para períodos frios e 24,5 °C ± 1,5 °C para períodos quentes. Não há dúvida sobre as implicações significativas da ventilação industrial para a segurança e higiene dos trabalhadores. Além disso, ela afeta inegavelmente a produtividade e, consequentemente, o sucesso final de um projeto empresarial, justificando a implementação de todas as medidas necessárias para garantir a eficácia do sistema instalado.

Influência da ventilação na produtividade do sua equipe

Nos últimos tempos, a expressão “respirar mal ambiente no trabalho” ganhou um sentido muito mais relevante. Antes da experiência pandémica, o aumento da incidência de doenças respiratórias, alérgicas, cutâneas ou visuais devido a uma má qualidade do ar nos centros laborais já havia posto o foco na necessidade de garantir uma ventilação correta no trabalho.

Vamos analisar as consequências diretas que têm uma má ventilação na produtividade, especialmente quando não se garantem as condições ideais de temperatura no trabalho.

Como a ventilação afeta o ambiente de trabalho

Sem dúvida, a ventilação no local de trabalho impacta a saúde dos funcionários, especialmente considerando que o ambiente de trabalho é um dos espaços fechados onde as pessoas passam a maior parte do tempo ao longo de suas vidas. Para as empresas, a má qualidade do ar afeta a produtividade, aumentando o número de licenças médicas. Mas essa não é a única maneira pela qual ela impacta o desempenho no trabalho.

Mesmo que os funcionários concluam sua jornada de trabalho, a produtividade diminui se houver má ventilação no local de trabalho. Isso foi demonstrado por inúmeros estudos e pesquisas conduzidos por universidades renomadas.

Um desses estudos, publicado na Harvard Business Review e liderado pelo Professor Joseph Allen, concluiu que as reações dos trabalhadores foram observadas após mudanças que afetaram significativamente a qualidade do ar. Especificamente, a proporção de COVs (Compostos Orgânicos Voláteis) e CO2 (Monóxido de Carbono) no ar foi modificada para detectar as mudanças cognitivas resultantes e, consequentemente, o impacto na produtividade. Três funções foram mais afetadas quando a qualidade do ar mudou:

  • Tomada de decisões.
  • Desenvolvimento de estratégias.
  • Planejamento.

Efeitos da temperatura no trabalho

Tendo mencionado anteriormente o estudo de Allen, voltamo-nos agora para o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (INSHT) para discutir a influência específica da temperatura no local de trabalho e seus efeitos na produtividade. O ambiente térmico ideal em um escritório deve estar entre 17 e 27 graus Celsius, caindo para entre 14 e 24 graus Celsius em locais de trabalho onde se realizam tarefas leves.

Em relação à temperatura no local de trabalho, a forma como ela afeta a produtividade pode ser resumida nos seguintes aspectos principais:

Perda de concentração como resultado de dores de cabeça ou possível queda da pressão arterial.

Redução do ritmo de trabalho devido ao aumento da fadiga causada pelo calor.

Dificuldade de coordenação do trabalho em equipe, uma vez que o humor é afetado pelo calor, dificultando o estabelecimento de um ambiente colaborativo e participativo entre os trabalhadores.

Ventilação adequada no local de trabalho e sua influência na produtividade

Sem dúvida, para evitar o estresse térmico no ambiente de trabalho, a melhor solução é instalar um sistema de ventilação adequado às condições de trabalho e que garanta um controle climático apropriado. Vale lembrar que a ventilação no local de trabalho não serve apenas para renovar o ar, mas também para regular a umidade e filtrar poluentes. Em outras palavras, ela atua na origem dos principais fatores que contribuem para a queda de produtividade. Nesse sentido, é importante abordar o projeto de ventilação do local de trabalho com uma estratégia que considere três possíveis etapas de ação: Garantir a renovação do ar e uma temperatura confortável. Buscar a máxima eficiência energética, para a qual um sistema de resfriamento passivo pode ser muito útil em alguns casos; ou seja, resfriar o ambiente com água acima do ponto de orvalho. Utilizar o resfriamento a baixa temperatura como último recurso, já que ele produz condensação nos emissores de resfriamento, o que reduz a eficiência do sistema de ventilação. Implementar uma ventilação adequada no local de trabalho não é apenas uma questão de responsabilidade para com os trabalhadores, mas também um investimento nos lucros da empresa.

fonte: https://www.solerpalau.com/blog/es-es/influencia-de-la-ventilacion-en-la-productividad-de-tu-equipo/

Sistemas de ventilação para prevenir a alergia a ácaros

Ventilação natural vs. ventilação mecânica

Ao realizar a ventilação do edifício, optar por sistemas de ventilação natural não permite garantir nem que se produza um nível de ventilação adequado nem que este seja demasiado elevado.

Ambas as condições de funcionamento gerarão problemas para pessoas com alergia a ácaros da poeira ou com patologias que piorarão devido a essa presença.

Sistemas de ventilação de duplo fluxo

O uso de um sistema de ventilação de duplo fluxo com uma operacionalidade adequada e garantia de renovação de ar é fundamental para evitar níveis de ventilação baixos ou excessivos.

Esses sistemas de ventilação, ao contar com insuflação através de dutos e captação do ar exterior conduzida, permitem que sejam instalados sistemas para controle de entrada de partículas e contaminantes biológicos, neste caso ácaros.

Sistemas de filtragem e desumidificação

Os ácaros da poeira estão presentes, de forma natural, no ambiente, de modo que serão introduzidos no interior do edifício com a problemática associada.

Os sistemas de filtragem permitem reduzir os níveis de ácaros neste ar de ventilação, melhorando notavelmente a qualidade do ar interior, com o consequente benefício para a saúde dos afetados por essa alergia a ácaros.

No caso de zonas com elevada umidade relativa ambiental, como por exemplo em regiões costeiras, pode-se tornar necessário o uso de sistemas de desumidificação no interior do edifício, com o objetivo de manter os níveis de umidade dentro dos parâmetros exigidos.

Sistemas de climatização recomendados

Os sistemas de climatização que permitem reduzir e controlar a presença de ácaros, especialmente quando os ácaros causam alergia e seus sintomas afetam os ocupantes, no caso de residências, são os baseados em água (radiadores ou piso radiante, fancoils) e os elétricos.

Quanto aos equipamentos de ar condicionado, é preciso considerar que eles produzem condensação, portanto, se não forem mantidos de forma exaustiva e adequada, algo difícil no âmbito residencial, podem levar à proliferação e acumulação de ácaros. Esses ácaros serão, portanto, insuflados para o interior do edifício e, além disso, no próprio ar, o que agrava as manifestações alérgicas.

Considerações especiais em edifícios comunitários

O problema da alergia a ácaros e outros contaminantes presentes no ar se agrava em edifícios de uso comunitário, devido ao fato de que, habitualmente, não são seguidos os critérios de manutenção recomendados para os sistemas de ar condicionado, em termos de limpeza, desinfecção e tratamento de filtros, dutos e grelhas, resultando em uma acumulação excessiva desses contaminantes nessas instalações.

Nas residências, a realização de aspirações frequentes no interior, com aspiradores com filtros especiais para partículas (HEPA), permite capturar e eliminar, de forma simples, os ácaros que já se encontram ou que proliferam no interior da moradia, reduzindo assim os efeitos quando os ácaros causam alergia aos ocupantes.

Quando se fala em umidade

Quando se fala em eficiência energética no lar, tende-se a prestar atenção a parâmetros que não levam em conta o nível de qualidade do ar interior, um elemento essencial para a saúde das pessoas. Conseguir um nível de umidade ideal em casa desempenha um papel muito importante para manter níveis ótimos de qualidade do ar interior, o que repercute diretamente no nosso bem-estar diário e na conservação adequada da moradia.

O que é a umidade ambiental?

A umidade ambiental refere-se à presença de vapor de água no ar. Este é um dos parâmetros fundamentais para determinar a qualidade do ambiente interior nos edifícios. Podemos medi-la como umidade absoluta (quantidade real de vapor de água no ar) ou, mais comumente, como umidade relativa, que expressa a porcentagem de saturação do ar com vapor de água em relação à quantidade máxima que poderia conter a uma temperatura determinada.Em nossos lares, a umidade ambiental pode ser afetada por múltiplos fatores como a respiração e transpiração dos ocupantes, o preparo de alimentos, o uso do chuveiro, a secagem de roupas em ambientes internos e, inclusive, as próprias características construtivas do edifício. Um controle adequado deste parâmetro é essencial tanto para o nosso conforto quanto para a salubridade do espaço.

Qual é a umidade ideal em casa?

Para estabelecer condições ótimas de conforto dentro da moradia, não se leva em conta apenas a umidade relativa, mas também a temperatura seca do ar, a temperatura radiante média dos fechamentos do recinto e a velocidade média do ar. Inclusive, são avaliadas a atividade metabólica e o grau de vestimenta das pessoas que se encontram dentro do cômodo.

As condições interiores ótimas dos edifícios variam da estação de inverno para o verão. Segundo os parâmetros estabelecidos no RITE (Regulamento de Instalações Térmicas em Edifícios), a umidade ótima em casa deve situar-se:

  • No inverno: entre 40% e 50% de umidade relativa, com temperaturas de 21-23°C
  • No verão: entre 45% e 60% de umidade relativa, com temperaturas de 23-25°C

Manter esses níveis de umidade ideal em casa não apenas proporciona uma sensação de conforto, mas também previne problemas de saúde respiratória e evita danos estruturais como o aparecimento de mofo, deterioração de materiais e problemas de condensação em paredes e janelas.

Como identificar problemas de umidade no lar

Existem sinais claros que indicam níveis inadequados de umidade em casa:

  • Umidade excessiva: condensação em janelas e superfícies frias, manchas de umidade em paredes ou tetos, aparecimento de mofo, cheiro de umidade, sensação de ambiente pesado e dificuldade para respirar.
  • Ambiente muito seco: pele e lábios secos, irritação ocular, problemas respiratórios, aumento da eletricidade estática, rachaduras em móveis de madeira e parquet.

Como medir a umidade do ar

Para medir com precisão a umidade do ar, são utilizados higrômetros, equipamentos que, nas últimas décadas, evoluíram consideravelmente, a ponto de terem atualmente um tamanho similar ao de uma memória USB e serem totalmente digitalizados. Esse desenvolvimento tecnológico reflete a crescente importância do controle da umidade em nosso ambiente diário.

Os higrômetros mais modernos não apenas medem a temperatura e a umidade relativa (com data e horários de registros), mas também calculam parâmetros complementares como o ponto de orvalho. Muitos modelos permitem até 17.000 registros, armazenando informações suficientes para fazer um acompanhamento contínuo de um cômodo específico durante um longo período de tempo.

A localização correta do higrômetro é importante: deve ser colocado longe de fontes de calor, frio ou umidade direta, e preferencialmente na altura da respiração dos ocupantes, para obter medições representativas do ambiente que realmente experimentamos.

Soluções práticas para regular a umidade em casa

Existem diversas estratégias para manter a umidade em níveis ótimos, embora nem todas ofereçam a mesma eficácia. Analisemos as principais opções disponíveis, começando pela mais tradicional, mas menos efetiva.

Ventilação natural: uma opção insuficiente

Embora abrir as janelas para ventilar a casa tenha sido tradicionalmente a forma mais comum de renovar o ar, a ventilação natural é claramente insuficiente para manter uma umidade adequada em casa de forma constante. Isso se deve a vários fatores:

  • Depende completamente das condições meteorológicas externas
  • É difícil de controlar e regular segundo as necessidades específicas
  • É ineficaz em edifícios modernos com alta estanqueidade
  • Representa uma importante perda energética, especialmente no inverno e verão
  • Não garante uma renovação homogênea do ar em todos os cômodos

Por essas razões, para conseguir e manter uma umidade relativa ideal, é necessário implementar sistemas mais eficientes e controláveis.

Sistemas inteligentes de ventilação e sua influência na umidade relativa ideal

A ventilação está estreitamente relacionada com o nível de umidade dentro de casa, o que repercute no consumo de energia necessário para manter um ambiente confortável e saudável nos diferentes cômodos do lar.

Instalar um sistema inteligente de ventilação ajuda a evitar concentrações elevadas de umidade graças à sua extração de zonas úmidas como banheiros ou cozinha, mantendo assim o ar interior dentro de níveis adequados de umidade.

Uma ventilação insuficiente pode trazer problemas de saúde para os habitantes desse espaço, pois pode levar a porcentagens elevadas de umidade e favorecer a concentração de diferentes elementos poluentes. Por exemplo, uma alta porcentagem de umidade provoca um aumento da presença de mofo, o que aumenta consideravelmente o risco de infecções respiratórias.

Vantagens de instalar um sistema inteligente de ventilação

Os principais benefícios de instalar um sistema inteligente de ventilação são:

  • Economia energética: Redução significativa nos custos de climatização
  • Menor demanda energética do lar graças à recuperação de calor
  • Melhora dos níveis de conforto térmico durante todo o ano
  • Controle efetivo da qualidade do ar interior por meio de sensores
  • Manutenção automática de níveis de umidade ideais
  • Prevenção de problemas de saúde relacionados à umidade inadequada
  • Proteção da estrutura e elementos da moradia contra condensações

A Demanda Controlada de Ventilação (DCV) controla de forma automática a quantidade e qualidade do ar do interior da moradia. Esses sistemas introduzem um volume de ar variável no edifício, o que permite maximizar o conforto da casa, ao mesmo tempo em que se faz um uso da energia mais eficiente. Isso se traduz em que a Demanda Controlada de Ventilação representa uma economia energética média de 40%.

Esses sistemas constituem a melhor solução técnica atual para garantir uma ventilação correta e evitar muitos problemas vinculados à má qualidade do ar, como a proliferação de bactérias, ácaros da poeira, fungos e umidades.

Os requisitos do RITE são determinantes na regulação da umidade ideal de uma casa e da salubridade em geral. Isso ocorre porque não levam em conta apenas a sensação de conforto dos usuários e habitantes, mas também zelam pela saúde deles: o dado de umidade relativa máxima anteriormente citado de 60% é o máximo a que se deveria chegar se quisermos evitar condensações que levam ao aparecimento de mofo e microrganismos prejudiciais à saúde.

Ventilação em escolas: como impacta a qualidade do ar nas escolas?

A falta de ventilação nas escolas e, consequentemente, a má qualidade do ar dentro da sala de aula pode impactar o desempenho escolar dos alunos? Alguns estudos parecem confirmar que sim, que para além dos problemas de saúde e contágios, a qualidade do ar pode ter um impacto significativo na concentração, produtividade e desempenho académico dos estudantes.

Neste artigo, explicamos como a QAI (qualidade do ar interior) e a concentração de altos níveis de CO₂ afetam os estudantes, e quais são as recomendações oficiais. Também abordaremos as vantagens de uma boa ventilação e quais são as opções para melhorá-la.

Relação entre ventilação nas escolas e desempenho escolar

De acordo com um estudo da Universidade de Harvard, a concentração de gases de CO₂ acima de 1000 ppm (partes por milhão) na sala de aula pode fazer com que os estudantes se sintam sonolentos e experimentem efeitos secundários como falta de concentração, aumento do ritmo cardíaco e até náuseas.

Por outro lado, a falta de uma ventilação correta pode aumentar a temperatura e a humidade dentro da sala de aula, e isso, por sua vez, pode afetar a atenção e gerar alunos com baixo rendimento.

No estudo, os investigadores de Harvard e UCLA concluíram que temperaturas elevadas dentro da sala de aula, bem como o simples aumento de 1,8 ºC, podem reduzir o rendimento da aprendizagem em 1%.

E quanto mais elevada a temperatura, mais o rendimento dos alunos decai, podendo chegar a afetar as habilidades motoras e a capacidade de raciocínio. Algo semelhante também pode ocorrer quando as temperaturas descem além do normal.

Quanto à humidade interior, os investigadores verificaram que, com um nível de humidade inferior ou superior ao habitual (40%), os alunos começavam a sentir-se desconfortáveis e distraídos.

No experimento, compararam-se duas salas de aula. Na primeira, a humidade era aumentada e reduzida em 20%, enquanto na segunda, mantinha-se estável. Os resultados foram claros: a fadiga nos alunos que permaneceram na sala de aula onde o grau de humidade era estável reduziu-se em 23% e o grau de distração diminuiu 61%.

Como deve ser o sistema de ventilação para uma sala de aula?

Como verificamos, a ventilação nas escolas e, consequentemente, a qualidade do ar interior, tem um impacto significativo no desempenho dos estudantes. Além disso, não se deve esquecer que a ventilação das salas de aula é fundamental para prevenir a transmissão de doenças respiratórias ou o aparecimento de problemas respiratórios como a asma.

Apesar de todos os efeitos contrários que um mau sistema de ventilação pode provocar em centros educativos, tanto a nível académico como de saúde, a maioria deles não lhe presta a atenção suficiente. E embora sejam estabelecidas algumas diretrizes relativamente à limpeza e ventilação natural, a solução pode ser insuficiente.

Grande parte das escolas não dispõe de um sistema de ventilação mecânica adequado ou simplesmente não cumpre as normas de qualidade do ar interior. Isto pode dever-se à falta de recursos, à falta de consciência sobre a importância da qualidade do ar ou a uma combinação de ambos.

Que opções existem para melhorar a ventilação nas escolas?

Diante das dificuldades que uma ventilação incorreta nas escolas pode representar para os alunos, bem como a ineficácia das medidas de ventilação natural em certas épocas do ano, a instalação de um sistema de ventilação mecânica apresenta-se como a melhor opção em todos os níveis.

Entre as múltiplas opções disponíveis, a que demonstrou oferecer os melhores resultados é a ventilação mecânica de duplo fluxo com recuperação de calor. Este sistema incorpora um permutador de calor que permite conservar a temperatura interior enquanto o ar é renovado, o que é especialmente útil em climas frios ou muito quentes.

Além disso, estes sistemas costumam incorporar filtros que melhoram a qualidade do ar, bem como sensores que monitorizam os níveis de CO₂ e ajustam automaticamente o fluxo de ar, o que é muito conveniente em zonas quentes e secas onde ocorrem fenómenos meteorológicos como a calima. Embora existam outras soluções mais económicas, a instalação de um sistema deste tipo é a melhor opção a longo prazo, pois oferece um equilíbrio ótimo entre eficiência energética e qualidade do ar.

Dentro dos sistemas de ventilação mecânica, poderá ser selecionado um sistema centralizado ou descentralizado em função do orçamento, prazo e tipo de obra ou reforma que possa ser realizada no centro.

ACESSÓRIOS E PERDA DE CARGA

Sendo as telas, registros e filtros acessórios comuns em ventiladores, e por localizarem-se sempre no fluxo de ar, apresentamos abaixo a perda de carga que deve ser considerada na seleção dos ventiladores.

TELAS DE PROTEÇÃO

Tanto para utilização na aspiração quanto na descarga, são fabricadas com tela galvanizada de malha….

Perda de carga (mmca):        na aspiração p = 0,027 v2

                                               na descarga p = 0,044 v2

onde “v” é a velocidade do fluido em m/s relativa à respectiva área total.

REGISTRO BORBOLETA

Sendo utilizado em dutos, é composto de uma chapa no formato da seção transversal do duto, um eixo e uma alavanca de regulagem. Os mancais tipo bucha são soldados à carcaça. A temperatura máxima de utilização, na construção padrão em aço carbono, é de 120oC.

Perda de carga (mmca):        totalmente aberto p = 0,008 v2

                                               fechado 5o    p = 0,013 v2

                                               fechado 10o  p = 0,029 v2

                                               fechado 30o  p = 0,227 v2

onde “v” é a velocidade do fluido em m/s relativa à respectiva área total.

DAMPER DE SOBREPRESSÃO ou REGISTRO GRAVITACIONAL

Pode ser usado tanto para na aspiração como na descarga. É construído com moldura retangular em aço galvanizado, pás também em aço galvanizado, eixos em aço carbono e buchas em PVC. A temperatura máxima de utilização para esta construção é de 60oC.

Perda de carga (mmca):        para v  1 m/s     p = 0,8

                                               para v > 1 m/s     p = 0,95v – 0,15

velocidade máxima de utilização v = 8 m/s.

REGISTRO VENEZIANA

De lâminas opostas (LO) ou paralelas (LP), são construídos com moldura retangular com flanges, lâminas, eixos e alavanca de regulagem em aço carbono, e buchas em bronze. Em casos especiais podem ser fornecidos com mancais de rolamento. Podem ser utilizados em temperaturas de até 120oC na construção padrão, e são disponíveis para acionamento manual, pneumático ou eletromecânico.

Perda de carga (mmca):       

                                                                               LO                                          LP

totalmente aberto                                          p = 0,0282 v2                   p = 0,0282 v2

fechado 15o                                                   p = 0,11 v2                      p = 0,085 v2

fechado 30o                                                   p = 0,42 v2                      p = 0,225 v2

REGISTRO RADIAL

Disponíveis para acionamento manual, pneumático ou eletromecânico, central ou externo, podem operar em temperaturas de até 180oC. São composta de carcaça circular com flanges, pás, eixos e núcleo central em aço carbano. As buchas de assentamento dos eixos são em bronze grafitado, embutidas em mancais de ferro fundido no lado externo e no núcleo central no lado interno. O acionamento permite regulagem para vários ângulos de fechamento. Não podem ser fornecidos separadamente para ventiladores arranjos 3 e 7. O menor tamanho disponível é 450mm de diâmetro.

Perda de carga (mmca): totalmente aberto p = 0,0215 v2

onde “v” é a velocidade do fluido em m/s relativa à área total do registro.

Nas curvas do Anexo A está representada a variação das características de ventiladores RL e RF, em porcentagem de vazão e pressão total, em função do ângulo de fechamento do registro.

A economia de potência de um registro radial em relação a um registro veneziana é elevada. Isto se deve ao fato de o registro radial atuar praticamente como um variador de rotação, enquanto que o registro veneziana trabalha sobre a curva de rotação do ventilador, simplesmente através de um incremento da pressão causado, por um estrangulamento da seção.

REGISTRO RADIAL X REGISTRO VENEZIANA

Registro Radial – de maior custo, porém permite obter uma ampla variação das características do ventilador, além de oferecer uma apreciável economia de potência.

Registro Veneziana (lâminas paralelas) – especialmente útil no controle de partida do ventilador. Pode ser utilizado para regulagem de características quando sua descarga se der em um pleno ou na atmosfera.

Registro Veneziana (lâminas opostas) – de idêntica utilização ao registro de lâminas paralelas, porém com a vantagem de permitir uma melhor regulagem das características do ventilador, quando existir um sistema após o registro.

Observação: ventiladores que partem com registros fechados tem a sua potência e torque máximos reduzidos à metade, ou seja:

Potência com registro fechado = Pabs. Nominal x 0,5

Torque máximo com registro fechado = 35810 x Pot. Nominal (kgf.cm)

                                                                                Rot. Nominal

FILTROS

Filtros Circulares

Tipo FRAM CA 2700. Área total de filtragem de 2,05 m2/filtro. Eficiência conforme teste AFI 89 a 90%. Velocidades recomendadas:

  • Serviço pesado = 0 a 0,057 m/s;
  • Serviço normal = até 0,114 m/s.

Quanto à escolha do tipo de serviço, deve ser considerado o ambiente em que o filtro será utilizado. Se a quantidade de pó for muito alta e a freqüência de manutenção baixa, opte pelos valores referentes ao serviço pesado. Em ambientes industriais normais utilize os valores para serviço normal.

Perda de carga (mmca): inicialmente calcule a quantidade de filtros.

N = 1,355 x 10-4 Q / v onde Q = vazão em m3/h;

                                                         v = velocidade recomendada em m/s.

p = 39,1 x 10-6 (Q / N)2.

Da prática podemos estabelecer:

  • serviço pesado Q = 425m3/h por filtro;
  • serviço normal Q = 850m3/h por filtro.

OBS: filtros sujos podem alcançar valores de perda de carga iguais a até 8 vezes a perda de carga inicial, portanto deve-se ter cuidado na seleção.

Filtros tipo Placa

Consultar catálogos dos fabricantes.

VAZÃO, PRESSÃO E DENSIDADE – UNIDADES E CONVERSÕES

Vazão e Pressão – Formas de apresentação

Existem diversas formas de se expressar a vazão e a pressão relativas a um determinado sistema de ventilação. Estas expressões decorrem do tipo de gás, da aplicação e do próprio projeto do sistema. Por exemplo, para um sistema de transporte de materiais, a vazão normalmente será expressa em m3/h; para um sistema de exaustão de gases da queima de produtos em kg/h ou m3N/h; etc… Assim faz-se necessário um esclarecimento a respeito destas unidades e de suas relações.

VAZÃO

m3N/h – Para simplificar tomemos apenas o volume  m3N. É o volume ocupado por um gás nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP) a 0oC e 760mmHg, ou seja, é o espaço que o gás ocuparia caso fosse utilizado nestas condições. Na realidade, no entanto, o gás não vai ser usado nas CNTP, mas sim a uma temperatura e pressão barométrica totalmente diferentes, o que torna necessário recalcular o volume que esta mesma quantidade de gás ocupará nas condições de funcionamento. Para este cálculo, multiplicamos inicialmente o volume em  m3N pelo peso específico normal obtendo a “massa do sistema”. Após dividimos a massa pelo peso específico das condições de funcionamento e obtemos o volume em  m3 que será utilizado para a seleção do ventilador (veja subitem 1a).

Por outro lado, o volume de ar de um ventilador não varia.

Se usarmos o volume em “ m3N” para selecioná-lo, este volume será aquele encontrado em qualquer outra condição de funcionamento, e a cada condição diferente encontraremos uma nova massa de gás.

Utilizando-se a vazão de ar em  m3/h, confirmamos que a de um ventilador não varia:

Vazão ( m3/h) = velocidade (m/s) x área ( m2) x 3600

Área ( m2) = constante

Velocidade (m/s) = ((2 g Pd)/)1/2                             g = 9,81  m/s2

Pd1 = Pd2 (1 / 2), onde Pd1/1 = Pd2/2 = Pd/  =  constante, então sendo a velocidade constante, logo a vazão é constante. Isto é válido para qualquer ventilador numa determinada rotação e fator de perda de carga fixas.

kg/h –  conforme já explicado no capítulo anterior, a massa necessária ao funcionamento de um sistema deve ser convertida em volume, nas condições de funcionamento, para a seleção do ventilador.

PRESSÃO

Existem duas formas básicas de se expressar a pressão: pressão absoluta e pressão relativa.

Pressão absoluta: é a pressão do sistema expressa em relação à pressão zero. Assim, pressões inferiores à pressão atmosférica (abaixo de 10333mmca) geralmente serão pressões de aspiração, e pressões superiores serão as de descarga. Não ocorrem pressões negativas.

Pressão relativa: É aquela que indica apenas as pressões efetivas do ventilador, em relação à pressão atmosférica. Pressões abaixo da atmosférica são apresentadas como negativas, e acima da atmosférica como positivas. Este é o sistema utilizado nas curvas e folhas de dados de ventiladores.

Pressão atmosférica =  760 x 10 ^ (-ALT/(18,4+0,067 Tamb)), em mmHg onde

ALT = altitude em km;

Tamb = temperatura ambiente em oC.

SELEÇÃO DE VENTILADORES OPERANDO COM GASES A TEMPERATURAS DIFERENTES DA AMBIENTE

1) Vazão de Ar

a) Vazão de ar indicada em “ m3N/h”

Este dado se refere a temperatura de 0oC e 760 mmHg. Para a conversão multiplique a vazão em  m3N/h pelo fator da seguinte fórmula:

F = (ts + 273)/273  x  10333/(PB – PE) = 1,293 / 1

onde

ts = temperatura de serviço

PB = pressão barométrica x 13,595 (mmHg x 13,595)

PE = pressão estática na aspiração (mmca)

OBS:

  • Se não constar da especificação a pressão de aspiração, utilizar a pressão estática do ventilador;
  • Se o ventilador não utilizar duto na aspiração, considerar a pressão estática de aspiração igual a zero.

Então: Vazão ( m3/h) = Vazão ( m3N/h) x  F

b) Vazão de ar indicada em “ kg/h”

Para converter para m3/h, divida a vazão em kg/h pelo peso específico do gás na temperatura e pressão barométrica de serviço.

Vazão ( m3/h) = Vazão ( kg/h) /   (kg/m3) , donde  deve ser obtido conforme item 3.

2) Pressão Estática

a) A pressão estática solicitada geralmente se refere às condições de serviço. Para se proceder a seleção do ventilador, nas curvas impressas, é necessário que esta pressão seja convertida à condição das curvas, ou seja,  = 1,205 kg/m3. A pressão estática é diretamente proporcional ao peso específico do gás. Assim, após determinar o peso específico do gás conforme item 3, a pressão nas condições das curvas será:

          Pressão estática = pressão de serviço x 1,205/

b) formas de apresentação da pressão:

  • mmca (pressão relativa): unidade das curvas;
    • pressão absoluta: valores na ordem de 10.000 mmca. Pressão estática será igual a pressão informada menos 10.333. Corrigir a pressão encontrada em função das condições de funcionamento conforme item 2a.
    • Informadas a pressão de aspiração e a de descarga, a pressão estática será igual a soma das duas. Se a pressão for absoluta, primeiro proceder conforme item 3. Se a pressão de aspiração for informada com valor negativo, desprezar o sinal e somar normalmente com a de descarga. Corrigir a pressão encontrada em função das condições de funcionamento conforme item 2a.
  • Peso específico, volume específico e densidade

a) peso específico – fórmula geral

          = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333

          para o ar = 1,293 kg/m3 = 1,293 kg/m3N

b) Se o peso específico informado estiver em  kg/m3N, significa que se refere a 0oC e 760 mmHg e é o próprio do gás.

c) Se for informado o volume específico do gás, inverter para obter o peso específico.

d) Se o volume específico for em  m3N/kg, o peso específico obtido com a inversão será o próprio  do gás.

e) Densidade =  peso específico (usualmente, mas não tecnicamente).

EXEMPLO 1

Vazão = 100.000 kg/h

Pressão estática = 200 mmca

Fluido = ar ambiente

Temperatura de trabalho =  25oC

Pressão atmosférica = 760 mmHg

Obs: o ventilador não tem duto na aspiração (PE = 0 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,293x  273/(273 + 25) x (10333 – 0)/10.333

                              = 1,184 kg/m3

Vazão = 100.000 kg/h / 1,184 kg/m3 = 84.459 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 200 x 1,205/1,184 = 203,5 mmca

EXEMPLO 2

Vazão = 62.702 kg/h

Pressão estática = 200 mmca

Fluido = gases da combustão do bagaço de cana

Temperatura de trabalho =  230oC

Volume específico = 0,860 m3N/kg

Pressão atmosférica = 690 mmHg (x 13,595 = 9380,6 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 3d  =  1/vo = 1/0,860 = 1,163 kg/m3N

Como não foi informada a pressão de aspiração assumimos que ela seja igual a pressão estática total informada.

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,293x  273/(273 + 230) x (9380,6 – 200)/10.333

                              = 0,561 kg/m3

Vazão = 62.702 kg/h / 0,561 kg/m3 = 111.768 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 200 x 1,205/0,561 = 429,6 mmca

EXEMPLO 3

Vazão = 121.732  Nm3/h

Pressão estática = 313 mmca

Fluido = gás qualquer

Temperatura de trabalho =  175oC

Volume específico = 0,821 m3N/kg

Pressão atmosférica = 760 mmHg (x 13,595 = 10.333 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 1a  F= (ts + 273 )/273 x 10.333 / (PB – PE)

                              F= (175 + 273 )/273 x 10.333 / (10.333 – 313)

                              F= 1,692

Vazão = 121.732 Nm3/h x 1,692 = 206.006 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

Conforme item 3d  =  1/vo = 1/0,821 = 1,218 kg/m3N

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,218x  273/(273 + 175) x (10.333 – 313)/10.333

                              = 0,720 kg/m3

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 313 x 1,205/0,720 = 523,8 mmca

EXEMPLO 4

Vazão = 3.414 kg/h

Pressão estática de aspiração = 9950 mmca

Pressão estática de descarga = 10450 mmca

Fluido = ar ambiente

Temperatura de trabalho =  30oC

Pressão atmosférica = 700 mmHg (x 13,595 = 9516,5 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 2b

PE = abs(9950 – 10333) = abs(-383 mmca) = 383 mmca

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,293x  273/(273 + 30) x (10333 – 383)/10.333

                              = 1,030 kg/m3

Vazão = 3.414 kg/h / 1,030 kg/m3 = 3.314 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

hs (SE) descarga = 10.450 – 10.333 = 117 mmca

hs (SE) aspiração = 9.950 – 10.333 = – 383 mmca

hs (SE = 117 + 383 = 500 mmca

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 500 x 1,205/1,030 = 585 mmca

Esses são fundamentos importantes para entender o processo de ventilação. Acompanhe nosso blog para obter mais conteúdos e informações. Se quiser conhecer mais sobre os nossos ventiladores, acesse solerpalau.com.br.

CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR

Uma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes, curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes.

Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar).

Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q).

A densidade do gás (r), o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados.

Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. 1.

CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA

A resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros, serpentinas, dampers e dutos. A curva de resistência do sistema (Fig. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema.

Para sistemas fixos, ou seja, sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers, etc., a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. Por exemplo, considere um sistema trabalhando com 1.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa.

Se Q for duplicado, a resistência aumentará para 400 Pa, conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. 2. Esta curva modifica-se, no entanto, a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira, as serpentinas começam a condensar umidade, ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada.

Ponto de Operação
O ponto de operação (Fig.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado, o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado.

Observe na Fig. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. Portanto, o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada.

O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. Tipicamente, a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real, isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema, e não a falhas do ventilador ou do motor. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que, se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto, a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. A Fig. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida.

INSTABILIDADE DO SISTEMA,
INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO

Os três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1)
Instabilidade do Sistema, (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo.

Instabilidade do Sistema

A instabilidade do sistema ocorre quando as curvasda resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único, mas, ao contrário, sobre um intervalo de vazões e pressões.
Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load), aerofólio e radiais.
Entretanto, esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente
(Sirocco) quando estiver operando conformerepresentado na Fig. 1.

Nesta situação, uma vez que a curva do ventilador e acurva do sistema estão quase paralelas, o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. Isto resultará em uma operação
instável conhecida como instabilidade do sistema, pulsação ou bombeamento.
A instabilidade do sistema não deve ser confundida com “paralelismo”, o que somente pode ocorrer
quando dois ventiladores forem instalados em paralelo.

Instabilidade do Ventilador

A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema; elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. 2).

Explicação da Instabilidade do Ventilador

Para qualquer ventilador, o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse, o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás.

Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá, a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás.

Isto aparece na Fig. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida, e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores, em maior ou menor grau, quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores, (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente), a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%.

Por exemplo, um ventilador com instabilidade, desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade.

A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do “ponto de instabilidade” na curva do ventilador.
Este ponto, o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas, varia para diferentes instalações do ventilador. Por exemplo, uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal
de laboratório. Obviamente, estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. Conseqüentemente, a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade.
Entretanto, uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia, dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação, os quais permitirão uma operação estável, com qualquer projeto de sistema de dutos razoável, no funcionamento em campo.

Paralelismo

A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo, (Fig. 4), que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum, ou ambas no mesmo sistema, particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. Neste caso, a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de
fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. (Fig. 5).

O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento).

Alguns ventiladores possuem um aclive “positivo” na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive “positivo”, isso poderá resultar em uma operação instável .

A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop, é possível haver mais de um ponto de operação. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente, e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. Esta “pulsação” freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores, ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores.

Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. 6). Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e, portanto, para cada posição do damper, há uma curva de desempenho diferente correspondente.

A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. 6. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. Sendo o desempenho levemente reduzido, o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. Entretanto, isso raramente é feito, uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável.

(Ver Fig. 5, pág. 4) Para corrigir o problema, o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam.

Geralmente, são deixados nesta posição permanentemente. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto.

Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo, tamanho e velocidade de rotação. Caso contrário, poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo.

O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto; o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível.

Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada.

O que é um ventilador

Um ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido.
Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 – 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água).
Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça.
Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber:
(a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido.

(b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador.
Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

Ar Padrão (Sistema Internacional)
Ar seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Pressão Relativa – Coluna d’água (ca)
É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1).

Pressão Estática (Pe)
É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica
É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2).

Pd = V 2 para ar padrão
1,3
Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa
V = velocidade em m/s

Ou Pd = ( r V2 ) / 2g

Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca
V = velocidade em m/s
r = densidade de 1,204 kg/m3
g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Pressão Total
Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3)

Pressão Total do Ventilador
Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador.
A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Vazão (Q)
É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.

Pressão Estática do Ventilador
A pressão estática do ventilador (Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração, isto é, não é a pressão estática do sistema externo.

Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs)
É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. Pode incluir a potência absorvida por correias em V, acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.

Onde: ht = rendimento total do ventilador
Q = vazão em m3/s
Pt = pressão total em Pa
Pabs = potência em kW

Ou

Onde: ht = rendimento total do ventilador
Q = vazão em m3/h
Pt = pressão total em mmca
Pabs = potência em cv

Rendimento Estático (he)
É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.

Rendimento Total (ht)
Também chamado de rendimento mecânico, ou simplesmente rendimento. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.

Pressão Estática com vazão nula
Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada, resultando em nenhum fluxo de ar. (Fig. 6).

Condição de descarga livre
Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero, e a vazão é máxima.
(Fig 7).

Intervalo de Aplicação
É o intervalo de vazões e pressões de operação, determinado pelo fabricante, no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. (Fig. 8)

O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima, para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.

Velocidade Periférica (Vp)
É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. (Fig. 9.)

Onde :
D = diâmetro do rotor em metros
N = velocidade em RPM

Por que seguir a orientações do fabricante?

No mundo tecnológico e industrial, a instalação correta dos equipamentos e o rigoroso seguimento das orientações do fabricante não são apenas recomendações – são um dever. A razão para isso é simples, mas muitas vezes subestimada: a forma como um equipamento é instalado e utilizado pode determinar não apenas sua eficiência e eficácia, mas também sua longevidade e segurança. Vamos explorar mais profundamente por que isso é tão importante.

1. Maximização da Eficiência Operacional

Equipamentos, seja em uma fábrica, escritório ou laboratório, são projetados para operar sob condições específicas. Os fabricantes dedicam anos de pesquisa e desenvolvimento para garantir que seus produtos entreguem o máximo desempenho. Ignorar as especificações e recomendações pode resultar em uma operação precária, onde o equipamento não apenas funciona abaixo de sua capacidade mas também consome mais energia ou recursos do que o necessário.

2. Garantia de Segurança

A segurança é outra consideração crítica. Equipamentos mal instalados podem representar riscos significativos, não apenas para os operadores, mas para todos ao redor. Isso inclui riscos de choques elétricos, falhas mecânicas que podem levar a lesões ou até mesmo incêndios. Seguir as diretrizes do fabricante é essencial para garantir que esses riscos sejam minimizados.

3. Prolongamento da Vida Útil do Equipamento

A instalação correta e a manutenção de acordo com as instruções do fabricante podem prolongar significativamente a vida útil de um equipamento. Isso se deve ao fato de que o uso e cuidado adequados previnem o desgaste prematuro de componentes críticos, evitando falhas e a necessidade de reparos dispendiosos ou substituição precoce.

4. Manutenção da Garantia

Muitos fabricantes estipulam que a garantia de seus produtos só é válida se as instruções de instalação e uso forem rigorosamente seguidas. Isso significa que qualquer instalação inadequada ou uso indevido pode resultar na perda da garantia.

5. Otimização do Suporte Técnico

Quando os equipamentos são instalados e utilizados corretamente, o diagnóstico e a resolução de problemas se tornam mais eficientes. Isso reduz o tempo de inatividade e garante que qualquer interrupção na operação seja minimizada.

Nós sempre indicamos a instalação correta de equipamentos e o cumprimento das orientações do nosso manual para, não apenas o melhor desempenho e eficiência, mas também para a segurança e durabilidade dos nossos ventiladores. Investir tempo para entender e seguir as recomendações contidas no manual ou outro meio de instrução é um investimento na produtividade, segurança e rentabilidade a longo prazo. Assim, você obtém o melhor resultado possível em todas as frentes.

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