Desconforto térmico no inverno, como manter a temperatura de forma sustentável.

A chegada do inverno implica em uma redução considerável nas temperaturas que nos leva a intensificar a vida nos espaços fechados. Se somarmos o problema da escassez de energia e as novas políticas de proteção ambiental, é normal que surjam dúvidas sobre como o desconforto térmico pode ser combatido no inverno de uma perspectiva sustentável. A chave, como analisaremos, é através da instalação de sistemas de ventilação inovadores e altamente eficazes.

Ventilação no inverno

O conceito de “desconforto térmico” no inverno

Embora o desconforto térmico no inverno possa ser sentido nas residências, especialmente nos setores mais vulneráveis ​​da população que sofrem com a pobreza energética, é no local de trabalho que se observam claramente as repercussões na saúde das pessoas.

Entre as consequências mais graves do desconforto térmico no inverno, destacam-se:

  • Maior tendência à dispersão e falta de concentração que pode levar a um aumento de acidentes de trabalho, como quedas, tropeções e lesões musculoesqueléticas diversas.
  • Diminuição da destreza manual e sensibilidade tátil, especialmente grave em trabalhadores que usam máquinas perigosas como parte de suas tarefas.
  • Desconforto geral que se manifesta, sobretudo, na sensação de pés frios, dores de cabeça, mucosas ressecadas e irritação nos olhos, acabando por causar o aparecimento de calafrios ou tremores.
  • Problemas de saúde que afetam diretamente os sistemas cardiovascular e respiratório, bem como o metabolismo.

Como é determinado o desconforto térmico no inverno?

Combater o desconforto térmico no inverno no local de trabalho é muito mais complexo do que simplesmente aumentar a temperatura dos termostatos. Implica realizar uma estratégia abrangente de climatização que aborde os quatro fatores que se unem para que haja aquela sensação de desconforto devido às más condições ambientais, o que é conhecido como condições termo-higrométricas. Em geral, os parâmetros que garantem o conforto térmico no inverno nos espaços de trabalho são:

Temperatura: não deve ser inferior a 17°C em locais de trabalho sedentário ou 14°C em locais com esforço físico leve.

Umidade: deve ser mantida entre 30-70%.

Velocidade do ar: os trabalhadores não devem ser expostos a correntes de ar contínuas que excedam 0,25 m/s em ambientes não quentes.

Renovação do ar: o fluxo mínimo para trabalhos sedentários em espaços não contaminados é de 30 m3/h por trabalhador e 50m3/h para os restantes casos. É verdade que o conforto térmico é, em parte, uma sensação subjetiva, sempre haverá pessoas que o percebem de forma diferente da maioria, mas no que diz respeito aos centros de trabalho, podem ser criadas condições para um conforto térmico adequado.

Eficiência energética e conforto térmico

No contexto atual das políticas de promoção da eficiência energética, esta questão do desconforto térmico no inverno não pode ser analisada apenas do ponto de vista da saúde. As medidas adotadas devem aliar sustentabilidade e eficiência para melhorar a qualidade do ar nos espaços de trabalho.

A solução que tem demonstrado maior eficácia respeitando estes dois fatores é a instalação de sistemas de ventilação mecânica de duplo fluxo com recuperação de calor, uma vez que resolvem todos os problemas relacionados com a climatização incorreta, ao mesmo tempo que implicam uma poupança considerável no consumo de energia. Criar ambientes de trabalho que não sejam afetados pelo desconforto térmico no inverno é um investimento que traz alguns benefícios. Além de se preocupar com a saúde de seus trabalhadores, com a instalação desses inovadores sistemas de ventilação mecânica você aumentará seu nível de produtividade e reduzirá acidentes ou licenças médicas. Haverá também uma redução considerável nos custos de energia da empresa, somando-se às políticas de sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente, o que agrega valor à marca que é altamente valorizada pelo consumidor.

Tendências em design e construção sustentável

Todos os setores produtivos enfrentam o futuro com a necessidade de responder a três grandes desafios: digitalização, descarbonização e sustentabilidade, uma mudança de paradigma que afeta especialmente o mundo da construção, tanto ao nível da habitação como dos espaços de trabalho. O cuidado com o meio ambiente é aquele que, sem dúvida, terá maior destaque. Daí a necessidade de visualizar as principais tendências da construção e design sustentáveis ​​a partir de 2022, pois nelas se encontram as chaves para o sucesso de qualquer projeto de arquitetura.

Design Sustentável

Chaves para entender as novas tendências na construção sustentável

Para abranger a transformação que está chegando no setor da construção em toda a sua complexidade, é interessante lembrar que as tendências não surgem do nada. Ao longo da história, sempre foram consequência de situações difíceis que geraram uma necessidade de adaptação para manter ou aumentar os níveis de bem-estar e qualidade de vida da população.

Nesse sentido, para entender as tendências atuais da construção sustentável, é fundamental relembrar dois acontecimentos que nos marcaram como sociedade. Por um lado, as alterações climáticas e as suas consequências diretas no nosso modo de vida; e, por outro, a pandemia, que nos obrigou a observar como são as casas e quais as deficiências que apresentam face às nossas novas necessidades, tirando conclusões que podem ser estendidas aos centros de trabalho e lazer. Assim, poderíamos resumir que a máxima que inspira todas as tendências da construção sustentável é criar espaços que integrem a natureza dentro dos edifícios, para aproveitar os seus recursos (luz, calor, ar, água), minimizando os danos que a atividade humana gera ao planeta.

As principais tendências na construção

Tendências Sustentáveis

Saúde, conforto e sustentabilidade são os objetivos aos quais as tendências construtivas do futuro devem responder, alcançando edifícios mais versáteis e amigáveis com do planeta que são possíveis se estas abordagens forem incorporadas:

  • Agilidade na execução de projetos arquitetônicos;

São muitas as razões que explicam a necessidade de os em construídos em prazos cada vez mais curtos. Entre outros, a realidade de uma população crescente e concentrada em áreas específicas, aumentando a demanda por moradias e edifícios de uso público (hospitais, escolas, centros culturais e esportivos). A resposta mais eficaz é a construção industrializada e, sobretudo, o steel framing. Além disso, essas novas formas de construção são sustentáveis ​​e mais acessíveis para famílias com orçamentos limitados

  • Melhor qualidade de vida e saúde, aproveitando as novas tecnologias;

Não estamos nos referindo, nesta ocasião, à  automação de edifícios, mas à aplicação de inovações tecnológicas no campo dos materiais utilizados na construção. Falamos, por exemplo, de tintas resistentes a técnicas de desinfecção. Este é um aspecto importante porque garante maior durabilidade dos acabamentos, mesmo quando submetidos a processos de limpeza exaustivos, como aconteceu durante a pandemia. Materiais com maior desempenho térmico e que geram menos resíduos.

  • Destaque da luz natural;
    • Se há uma tendência arquitetônica predominante nos últimos anos, é a que se refere a espaços interiores abertos e grandes janelas. Mas, a partir de agora, mais do que uma tendência, passará a ser uma exigência. Estas construções quase sem divisórias interiores e ligadas ao exterior são altamente eficientes em termos energéticos, pois permitem um aproveitamento ótimo da luz natural. A luz solar tem ainda um efeito positivo no nosso humor e bem-estar geral.
  • Design de interiores com materiais sustentáveis;

Um verdadeiro compromisso com a sustentabilidade não pode limitar-se às técnicas utilizadas para a construção de novos edifícios, os materiais utilizados tanto no exterior como no interior devem ser selecionados seguindo os mesmos critérios de respeito pelo meio ambiente. Este princípio é visto claramente nas tendências de design de interiores, que coincidem na decoração com os mesmos materiais de construção:

Cortiça: interessante pelas suas propriedades isolantes e pelo conjunto de volumes que proporciona, é utilizada basicamente para pavimentos e paredes.

Metais: estamos falando de aço e alumínio, dois materiais verdadeiramente sustentáveis ​​se olharmos para suas taxas de recuperação para reciclagem (até 98% para o aço e 100% para o alumínio).

Madeira: conhecida pelas suas propriedades de isolamento térmico, também emite menos CO2 e é reciclável. Claro, você deve certificar-se de usar apenas madeira com certificados FSC e PEFC.

Tintas naturais (cal, argila, silicato ou vegetal): todas são livres de elementos químicos nocivos e, além disso, são mais duráveis, se sujam menos e são mais resistentes à umidade. As tendências da construção sustentável continuam a aprofundar avanços e inovações que visam melhorar o bem-estar das pessoas e cuidar do meio ambiente. A utilização de recursos naturais tão valiosos como a luz solar ou o ar de qualidade são elementos essenciais deste novo conceito de habitabilidade.

Benefícios da Ventilação

Ventilação em ambientes

Além de ser um importante mecanismo na prevenção de doenças transmissíveis pelo ar, como o covid19.

As funções básicas do ventilador são, como o próprio nome, a ventilação e a exaustão. E destes, suas variações como a renovação do ar, conforto térmico, transporte de materiais etc.

A renovação do ar é essencial em ambientes fechados, pois locais com grande circulação de pessoas sem circulação de ar, dificulta a respiração e pode causar riscos à saúde, tanto por vírus e bactérias, como vazamento de produtos tóxicos e inflamáveis.

Um ambiente fechado com uma renovação de ar adequada evita proliferação de aerossóis nocivos e evita acidentes.

Porém é necessário que o ar seja distribuído de tal forma que a taxa de contaminante seja a mesma em todos os pontos. Para que isso ocorra de forma adequada, é necessário que seja projetado um sistema de ventilação de acordo com o objetivo do local.

Na ventilação comercial o objetivo principal é a eliminação de fumo, odores e calor; na ventilação industrial o objetivo é controle da concentração de vários contaminantes, tais como pó, fumaça, fuligem, vapores, gases e outras impurezas químicas, bem como remoção de calor industrial. Contaminantes, em geral, são substâncias indesejáveis no ambiente. Seus efeitos podem ser tóxicos, quando inalado pelo ser humano, ou podem causar prejuízos a outros processos industriais, como poeira em instalações de pintura, etc.

O conforto térmico melhora o desempenho em atividades intelectuais, manuais e perceptivas, e contribui para a conservação de energia, evitando desperdícios com aquecimento e refrigeração de modo desnecessário.

Para cada aplicação, existe um equipamento desenvolvido e calculado para atender a cada necessidade especifica, seja ventilação, exaustão etc.

A S&P Brasil Ventilação possui uma gama de ventiladores desenvolvidos para os mais diversos segmentos industriais, comerciais e residenciais.

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Ventilação em ambientes corrosivos

Ventilação em ambiente corrosivo

Ambientes corrosivos podem estar presentes em muitos lugares, não necessariamente na indústria, pois depende do tipo de ambiente, por exemplo, um ambiente úmido pode acelerar a oxidação de equipamentos, um ambiente com altas temperaturas, como o de um forno, pode também causar corrosão. É claro que o gerado industrialmente é o mais conhecido, pois nesses ambientes são utilizados diferentes produtos químicos e elementos que podem acelerar essa condição.

Que material escolher para o ventilador, plástico ou aço inoxidável?

Para responder a essa pergunta, o mais importante é ter as informações mais completas sobre o poluente. Saber a composição do fluido/ar que vamos extrair, e como se comporta com os diferentes materiais que os ventiladores são feitos. É importante saber que existe uma grande variedade de materiais para conter a corrosão, porém, a fabricação de ventiladores é limitada a alguns materiais, como aço carbono, aço inox 304, polipropileno, alumínio, revestimentos especiais, entre outros.

Mas o que é melhor, plástico ou aço inoxidável? Vejamos como exemplo o cloro em apresentação gasosa, na tabela 1, há o comportamento do polipropileno em diferentes temperaturas, aí vemos um bom comportamento do material ao cloro na temperatura de 22°C, mas limitado a 60°C.

No caso da tabela de aços, ela nos diz que o aço carbono com temperaturas de gás cloro de 20 a 100°C funcionaria bem, mas o aço inoxidável 304 seria desencorajado. Isso nos mostra que, em alguns casos, a visão errada de escolher sempre o aço inoxidável é a resposta. É necessário analisar o fluido. Portanto, a resposta entre plástico e aço inoxidável é: depende do tipo de gás ou fluido a ser manuseado, pois seu tipo, concentração e temperatura podem alterar o comportamento do material frente ao agente corrosivo.

E na zona litorânea, também devem ser instalados equipamentos para ambientes corrosivos?

Em uma área costeira, o ambiente corrosivo é gerado pela umidade e salinidade, mas em muitos casos eles não são rigorosos o suficiente para instalar equipamentos de aço inoxidável. Os equipamentos plásticos geralmente são um pouco relegados, pois não existem em todos os modelos e aplicações, portanto, o que geralmente se utiliza são unidades de aço carbono com revestimento ou pintura, que pode ser epóxi, epóxi-poliéster ou poliéster, conforme a localização do equipamento no lugar de instalação.

Como saber se a tinta pode resistir a um ambiente corrosivo?

A pintura dos ventiladores passa por um teste de resistência à corrosão, que se baseia no método da câmara de sal segundo a norma ASTM B-117, no qual um ambiente corrosivo é formado pela geração de uma névoa salina controlada que permite simular as condições ambientais e para avaliar as horas de resistência. Na tabela 2, você pode ver as horas na câmara de sal para pintura de poliéster. Quanto mais horas de câmara de sal, mais resistência a tinta terá a ambientes corrosivos. Portanto, peça ao fornecedor os testes de câmara de sal e o número de horas que o equipamento que você deseja adquirir pode suportar.

Concluindo, para evitar problemas com equipamentos fornecidos em ambientes corrosivos, é melhor fazer a escolha correta do material ou revestimento a ser utilizado. Para isso é muito importante identificar adequadamente os contaminantes presentes no ambiente que afetarão o desempenho do equipamento.

A Importância do Agronegócio para o Brasil

O Agronegócio é uma atividade de destaque e relevância para o desenvolvimento brasileiro ao longo de sua história.

Em 2020, o agronegócio teve 26,6% de participação no PIB, segundo o Cepea.

Para se ter uma ideia mais clara, o PIB brasileiro totalizou R$ 7,45 trilhões nesse período, sendo que o agronegócio representou quase R$ 2 trilhões. Quando se analisa o PIB do agro como um todo, a maior participação é da agricultura: 68%. Já a pecuária é responsável por 32%.

A cada 100 empregos gerados, 38 foram no setor agro. De toda a população economicamente ativa do país, 13% dos trabalhadores estão no agronegócio. O setor emprega profissionais com formações diversas, dentre eles engenheiros agrônomos, geólogos, engenheiros florestais, biólogos, engenheiros de biossistemas, veterinários, zootecnistas, administradores, entre outros.

A busca por qualidade, produção de alimentos e sustentabilidade vem sendo o assunto mais discutido na sociedade atual.

O aumento da renda per capita e diversificação da economia dos países em desenvolvimento levaram a mudanças nos padrões de consumo. Isso aumenta a sofisticação e diversificação dos alimentos consumidos. Ou seja, as pessoas estão procurando conveniência, saúde, nutrição e qualidade. E o Brasil tem posição de destaque nisso, tanto pela diversificação quanto pela quantidade de alimentos produzidos, mas temos muito a caminhar ainda.

O lado positivo, é que o agronegócio no Brasil é sustentado pelo aumento contínuo da produtividade. Isso se deve à utilização de tecnologia que maximiza a eficiência das cadeias produtivas.

Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos e fibras do mundo, perdendo somente para a China e os EUA. Entretanto, o país já é o segundo maior exportador do agronegócio global, tornando o setor um dos principais da economia nacional.

A S&P Brasil Ventilação possui produtos voltados para o AgroNegócio. Confira em nosso site ou entre em contato através do comercialBR@solerpalau.com.

Leia mais sobre o agronegócio acessando nosso blog:solerpalau.com.br/blog

A importância da qualidade do ar interior

As pessoas geralmente se preocupam com o ar que respiram na rua, em meio a poluição dos carros e das indústrias. No entanto, são nos ambientes internos climatizados onde se apresentam os maiores perigos para a saúde.

Qualidade do ar interno.

Estudos mostram que a poluição do ar interno apresenta maiores riscos à saúde quando em comparação a poluição do ar externo. Isso porque nos ambientes fechados a menor renovação do ar leva a uma maior concentração de agentes poluentes e microrganismos nocivos à saúde humana, como vírus, bactérias e fungos.

Hoje, passamos a maior parte de nosso tempo (cerca de 92%) em locais fechados, onde o mesmo ar circula e recircula ao longo deste período, passando pelas tubulações de um ar-condicionado e sendo dividido entre muitas pessoas.

Embora a qualidade do ar interior não seja o único fator a afetar a qualidade ambiental de um edifício, está entre aqueles de maior influência. As sujidades e microrganismos presentes no ar são aspirados pelos frequentadores do ambiente, que sofrem com as consequências.

É comum presenciarmos, em empresas onde não há preocupação com a qualidade do ar interno, colaboradores apresentando quadros de alergia, rinites, sinusites entre outros problemas respiratórios. E com a pandemia do Corona Vírus a situação se agravou de forma exponencial.

 A aglomeração destas pessoas, somada ao tempo que passam em um mesmo ambiente, facilita a transmissão de microrganismos dispersos no ar. O fenômeno atingiu tal dimensão, que a OMS (Organização Mundial de Saúde) o catalogou sob o nome de “Síndrome do Edifício Doente”.

Ao afetar os trabalhadores, a Síndrome do Edifício Doente, causada por ar interno de má qualidade, afeta os resultados da empresa, provocando o aumento do absenteísmo, queda de produtividade e motivação, assim como facilita a ocorrência de erros em processos, uma vez que profissionais doentes apresentam menor foco e atenção em suas tarefas.

 Um ambiente com ar climatizado é considerado doente quando 20% dos ocupantes de um prédio apresentam sintomas parecidos de: tosse, reações alérgicas e irritantes (espirro, coceira no nariz, coriza, obstrução nasal) ou infecções. 

O PMCO veio para organizar e minimizar os riscos causados por um edifício doente. Ele prevê que todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interiores climatizados artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.

Também, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, na Resolução número nove (RE 09), a aplicação do exame de “Qualidade do Ar Interior“ em ambientes climatizados artificialmente e que são utilizados de forma coletiva. Neste exame são estipulados Valores Máximos Recomendados (VMR) de contaminação química e biológica do ar, estabelecendo parâmetros físicos de qualidade com o objetivo de gerar um maior conforto e menores danos à saúde dos indivíduos que dividem o mesmo ambiente diariamente.

Este exame seja realizado semestralmente e em horários de pico de utilização do ambiente.

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O que é um motor monofásico

O assunto que trataremos hoje é o motor monofásico. Um dos principais motivos para o uso desses motores é a necessidade de um motor de baixa potência, por exemplo até 2kW ou 3kW.

Os motores monofásicos são próprios do âmbito doméstico ou de instalações comerciais onde não existe acesso à corrente alternada trifásica. Alguns eletrodomésticos como geladeiras ou lavadoras são acionados por motores monofásicos.

Já falamos acerca do motor trifásico, um motor usualmente destinado a sistemas industriais ou comerciais e que requer uma fonte de energia elétrica trifásica.

Motor Monofásico
Motor Monofásico

No que consiste um motor monofásico?

A definição mais simples e concisa para definir essa máquina é a seguinte: o motor monofásico é uma máquina rotativa que converte energia elétrica em energia mecânica.

Conforme falamos aqui que os motores trifásicos não eram próprios do âmbito doméstico, devido principalmente à necessidade de uma fonte de alimentação de corrente alternada trifásica – pouco habitual em residências -, os motores monofásicos são os motores comuns na maioria de casas.

Entretanto, quanto ao seu funcionamento, componentes e simplicidade, são muito similares aos motores trifásicos. Diferem principalmente na necessidade de um bobinado auxiliar para iniciar o giro do rotor.

Além disso, o conjugado motor é usualmente mais baixo que o dos motores trifásicos, ainda que se possam conseguir potências de até 10hp e funcionar com tensões de até 440V. Isso se deve a que os motores monofásicos possuem uma única tensão alternada, em comparação à onda tripla dos trifásicos.

As fontes de potência monofásicas são comuns nas instalações dos lares brasileiros e por isso, esses motores de tamanho reduzido são os ideais para acionar os sistemas de todo tipo de eletrodomésticos ou instalações residenciais.

Quais são as partes de um motor monofásico?

Podemos diferenciar em três tipos os componentes principais de um motor monofásico. Estes seriam os seguintes:

O estator, que é a parte fixa do motor. Basicamente é composto de um núcleo de chapas de aço sobre o qual se colocam, numas ranhuras, dois enrolamentos de fio de cobre (principal ou de trabalho, e auxiliar ou de partida).

O rotor, que é a parte que gira num motor monofásico, graças ao campo magnético gerado pelo estator, como veremos em seguida. Se compõe de um eixo – que ao final será o responsável por transferir a energia mecânica, em que vai inserido um núcleo magnético constituído por lâminas de aço, que por sua vez incorpora longitudinalmente umas barras de alumínio formando uma estrutura conhecida como “gaiola de esquilo”.

Em terceiro lugar encontramos os escudos, situados nos extremos do estator, cuja função é manter na posição o eixo do rotor.

Obviamente, nos falta falar da carcaça, que não é outra coisa que o elemento que protege todas as partes de um motor monofásico de qualquer dano ou perturbação que provenha do exterior.

Como é o funcionamento de um motor monofásico?

O funcionamento de um motor monofásico é essencialmente o mesmo que o do motor trifásico. Geram energia mecânica através da energia elétrica baseando-se no princípio de atração e repulsão entre um ímã e um núcleo magnético ao que se aplica uma corrente elétrica.

Nesse caso, o estator é o que recebe a corrente alternada do exterior e onde estão situadas as bobinas, por isso que essa parte também se conheça como indutor. No rotor estão situadas as barras metálicas que funcionam como condutores da eletricidade.

No estator, por ação da corrente monofásica, é gerado um campo magnético que produz uma força eletromotriz nas barras do rotor. Essas barras estão dispostas em forma de espiras e, devido ao anteriormente comentado, giram gerando essa energia mecânica para a qual estão concebidas.

Quais são os tipos de motores monofásicos?

Nos motores monofásicos (ao contrário dos trifásicos) o estator produz um campo magnético estacionário pulsante que não é capaz por si mesmo de provocar um conjugado de partida. Para gerar esse conjugado de partida o motor precisa de um enrolamento auxiliar defasado 90° com respeito ao enrolamento principal.

Essa característica se deve a que existe a necessidade de criar um campo bifásico partindo de um monofásico. As diferentes disposições destes enrolamentos ditam a tipologia do motor monofásico.

Contando em que podem existir muitos tipos de motores monofásicos, usualmente eles se dividem em duas grandes categorias. São as seguintes: motor monofásico de fase partida, e de espira em curto-circuito ou de sombra.

Motor monofásico de fase partida

Nesse motor se distinguem dois bobinados, o principal e o auxiliar ou de partida. O bobinado auxiliar é necessário somente na partida, pelo que em alguns motores um interruptor desconecta a corrente desse bobinado (solução muito pouco empregada), enquanto que na maioria dos motores o bobinado auxiliar vai em série com um condensador que lhe confere a corrente em defasagem necessária para a partida. Após a partida o bobinado auxiliar e seu condensador seguem ativados, por isso que a esse tipo muito comum de motores se denominem também de condensador permanente.

Motor monofásico de espira em curto-circuito

No lugar do bobinado ou enrolamento auxiliar, se utiliza um anel de bronze ou cobre também conhecido como “espira de Frager”, que atrasa o fluxo magnético para proporcionar um campo alternado. Está concebido para motores de baixa potência.

Quais são as aplicações dos motores monofásicos?

Comentamos acima que sua baixa potência e demanda de uma fonte de alimentação de potência monofásica coloca esses motores em usos não industriais: como lares, escritórios ou pequenos comércios.

Existe outra tipologia não mencionada, conhecida como motores monofásicos universais. Esses podem trabalhar independentemente da corrente que recebam, seja corrente alternada ou corrente contínua. São de alta potência em comparação ao seu tamanho, porém de vida reduzida (por desgaste das escovas) pelo que se empregam em aspiradores, espremedores, batedeiras, etc.

Vimos que os motores monofásicos são, geralmente, de um tamanho reduzido e uma potência também baixa, com o qual são adequados para instalações pequenas ou eletrodomésticos. Por exemplo em sistemas de ventilação ou calefação, máquinas de costura, furadeiras, máquinas de ar condicionado ou sistemas de abertura e fechamento de portas de garage ou estacionamentos.

Já que os motores monofásicos são baratos de produzir e simples em construir, são produzidos em massa e tem como resultado um baixo custo para o cliente. Além disso, a instalação elétrica destinada a suportar esse tipo de motores tampouco exige grandes esforços ou investimentos, com o que ajudarão a economizar custos também nesse sentido.

Obviamente, reduziremos a aplicação de motores monofásicos a âmbitos bastante específicos devido aos fatores já comentados: conjugado de partida baixo, reduzido rendimento e também fator de potência limitado.

Os motores monofásicos são de baixa eficiência, isto é, consomem bastante energia em comparação com a potência que geram, e por isso que se começa a usar cada vez mais os motores EC (eletronicamente comutados), que são mais potentes, mais rápidos e mais eficientes que os monofásicos.

Velocidade de Descarga de Ventiladores – Mitos e Verdades

A velocidade do ar, na boca de descarga de ventiladores industriais, é um parâmetro muito usado nas especificações técnicas destes equipamentos, por parte de projetistas e usuários de sistemas de ventilação. O fundamento em limitar a velocidade de descarga do ar na saída do ventilador, seria por estar assim também limitando o ruído emitido pelo mesmo. Na realidade a velocidade de descarga (vd), pouco ou nada, tem a ver com o nível de ruído emitido pelo ventilador. O ruído emitido por um ventilador está relacionado com o tipo de ventilador, sua vazão e pressão de operação, sua velocidade de rotação e seu rendimento. Portanto a velocidade de descarga não compõe nenhuma das fórmulas do roteiro de cálculo de ruído de um ventilador.

            Sendo a vd um fator fundamental, que tem como consequência a determinação do tamanho do ventilador adequado para atender o critério estabelecido pelo projetista, alguns fabricantes de ventiladores comercializam equipamentos com bocas de descarga aumentadas, em dimensões superiores às estabelecidas nas normas AMCA 99-2001-82 e AMCA 99-2401-82. Seu objetivo é selecionar e ofertar ventiladores de menor tamanho, que atendam ao critério de uma velocidade de descarga mais baixa, em comparação com um ventilador maior que atende o dimensional especificado em norma técnica internacional. Assim conseguem obter sucesso comercial oferecendo equipamentos de menor custo, mas em desacordo com a melhor técnica, proporcionando vantagem enganosa ao cliente.

            Para melhor regulamentar o tema, a AMCA (Air Movement and Control Association Inc.)  apresenta o conceito de “Área de Jato – Aj” ou “Blast Area”, que é a verdadeira área de saída do ventilador, ao contrário de “Área de Descarga – Ad” ou “Outlet Area”. A Área de Jato é aquela considerada na seção da lingueta do ventilador, e não na seção do flange. Considerando assim, os ventiladores de boca de descarga aumentada são ainda mais perniciosos, pois sua área de jato é menor que a área de um ventilador de maior tamanho, e não vice-versa.

Nível de Turbulência

Fora isto, a utilização de uma área de descarga superior ao limite das normas AMCA indroduz uma maior turbulência no fluxo de ar, como pode ser visto nas figuras acima, gerando ruído e perdas de carga maiores que aquelas obtidas por um ventilador bem projetado.

A S&P Brasil Ventilação garante que toda sua linha de equipamentos obedece as especificações das normas AMCA.

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Respiradouros para cozinhas. Requisitos e recomendações.

A cozinha é um dos locais onde mais gases, fumos e odores se acumulam. Neste espaço, é especialmente necessária a existência de grelhas de ventilação para cozinhas que complementem a ventilação natural e aquela produzida pelas condutas de extração.

Respiradouros de Cozinha

Neste texto, vamos destacar as grelhas de ventilação para cozinhas domésticas.

Regulamentos a serem aplicados na ventilação de cozinhas domésticas.

Para ter uma base sólida, devemos olhar a seção HS3 do documento básico do HS no que diz respeito à saúde, levando em consideração vários aspectos:

    Este documento estabelece que deve estar disponível nas zonas de cocção das cozinhas um sistema que permita a extração para o exterior dos poluentes derivados da sua utilização. Este sistema é independente da ventilação da casa. Esta norma será cumprida quando o sistema permitir a extração de uma vazão mínima de 50 l / s da zona de cozimento da cozinha.

    As cozinhas deverão ter aberturas de extração. A referida abertura de extração deve estar localizada na área mais contaminada da cozinha, que é, como vimos no ponto anterior, a área de cozimento. Estas aberturas de extração serão conectadas a dutos de extração (um único pode ser compartilhado por cozinhas, banheiros, sanitários e depósitos) e sua localização a uma distância do teto inferior a 200 mm e a uma distância de qualquer canto é obrigatória. Ou canto vertical maior que 100 mm.

É obrigatório implementar um sistema de ventilação por extração mecânica. Este ponto leva à necessidade de ter um exaustor conectado a um duto de extração independente do resto dos dutos de ventilação gerais da casa. SE a referida conduta for partilhada por vários extractores, todos deverão incluir uma válvula automática (ou qualquer outro sistema anti-reversão) que lhes permita manter a ligação à conduta aberta apenas quando este estiver a funcionar.

As aberturas de ventilação que ficam em contato com o exterior devem ser dispostas de forma que não permitam a entrada de água da chuva.

Além disso, as cozinhas devem ter um sistema complementar de ventilação natural, como janela ou porta para o exterior.

Essas diretrizes são algumas das regras a serem aplicadas na ventilação de cozinhas domésticas. Esta área trata da ventilação em geral. No entanto, não vamos olhar para os extratores, mas para as aberturas.

Recomendações sobre respiros de cozinha

As normas a serem aplicadas são obrigatórias, mas existem outras diretrizes de ação e recomendações cujo objetivo é maximizar os benefícios proporcionados por esses elementos de ventilação.

Dentre eles, podemos destacar:

Evite a obstrução das grelhas por armários ou outros elementos de mobiliário.

Utilize um sistema de ventilação de duplo fluxo que permite a extração do ar viciado e, por sua vez, a entrada do ar filtrado para renovar a atmosfera interior da sala.

Combine a ação dos respiradouros com a ventilação natural abrindo janelas e / ou portas.

Utilização dos sistemas de extração (exaustores, exaustores) presentes na zona de cozimento para limitar o acúmulo de fumos, gases …

Evite umidade e odores que podem levar a uma má qualidade do ar que afeta a saúde e o bem-estar das pessoas presentes na cozinha.

Possíveis grades usadas em cozinhas domésticas

Por último, mas não menos importante, estão os diferentes tipos de grades que geralmente são instalados nas cozinhas domésticas.

Um dos fatores que influenciam no número, tipo e localização das grelhas é o uso ou a ausência de gás.

No primeiro caso, a cozinha deve ser equipada com grelha a poucos centímetros do solo se for utilizado gás natural e, no caso do gás propano ou butano, deverá ser instalada uma segunda grelha junto ao teto.

Essas grades devem ser fixadas de forma que a ventilação seja contínua. Ao contrário de cozinhas sem utilização de gás, onde as grelhas podem ser reguláveis.

Dada esta peculiaridade, vamos discutir a seguir os tipos de grades que podem estar presentes nas cozinhas domésticas.

Grelhas de descarga: possuem lâminas reguláveis ​​individualmente para permitir a regulação da amplitude e da altura do fluxo de ar que é impulsionado. Este tipo é o mais comum em cozinhas domésticas.

Outros modelos que podem ser colocados na cozinha são:

    Grades de piso: normalmente são colocadas na parte inferior de portas ou divisórias e podem ser utilizadas tanto para a extração como para a respiração do ar.

    Grades de trânsito: também localizadas em portas ou divisórias, têm como função a livre circulação do ar e, via de regra, impedem a entrada de luz.

    Grelhas de ventilação: permitem a ventilação dos aparelhos encastrados presentes na cozinha. Geladeiras, máquinas de lavar, fornos ou microondas são alguns exemplos de aparelhos cujo desempenho e manutenção é implementado com a instalação dessas grades.

    Grades de entrada de ar externas: como o próprio nome sugere, são grades que permitem a entrada de ar externo ao mesmo tempo em que evitam a entrada de água da chuva e outros elementos derivados dos fenômenos atmosféricos.

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Usos e vantagens da filtração em cozinhas e restaurantes com filtros eletrostáticos

A extração de fumos e odores em cozinhas tem sido amplamente tratada por sistemas de ventilação convencionais, porém, em alguns casos, existem situações e instalações que estão fora do normal e requerem diferentes estudos e análises. Por isso, novas tecnologias estão se abrindo para dar uma solução adequada, neste caso falaremos dos filtros eletrostáticos que chegaram ao mercado de cozinhas como uma boa alternativa para controle de fumaça e odores, vamos ver do que se trata.

Filtração em Cozinha
Filtração em Cozinha

O que é um filtro eletrostático?

Na ventilação costuma-se instalar filtros para retirar qualquer poluente presente no ar, isso não é exceção dos filtros eletrostáticos, e como o próprio nome indica, é um elemento responsável pela limpeza do ar por meio da Interação de o filtro com as partículas, ao passar por ele, é induzida uma carga elétrica para que sejam facilmente atraídas pelo coletor, é como se tivessem um ímã que as atrai, assim é mais fácil capturá-las.

Posso usar na minha cozinha?

Os filtros eletrostáticos podem ser utilizados em qualquer cozinha comercial ou industrial, são elementos que devem ser considerados desde o momento do planejamento da construção, ou seja, desde o projeto, visto que é necessário contemplar os espaços disponíveis para sua manutenção, as perdas de pressão geradas na o sistema de ventilação, seu custo, requisitos elétricos e de instalação.

Não são elementos para cozinhas residenciais, pois se tratam de equipamentos robustos que, em sua maioria, suportam vazões superiores às utilizadas nessas aplicações e requerem espaços e condições de instalação provavelmente não encontrados em apartamentos e residências comuns.

Cabe esclarecer que os filtros eletrostáticos não são usados ​​apenas em cozinhas, eles têm muitas mais aplicações industriais, para controle de resíduos gasosos, fumaça, entre outros.

Que vantagens tenho ao instalar um filtro eletrostático?

Temos visto restaurantes e empresas de alimentos com ações judiciais e processos criminais para a descarga de seus sistemas de extração em locais onde os fumos e odores já atingiram seus vizinhos, portanto, destaco esta primeira vantagem por ser uma das mais interessantes que possui este tipo do sistema e reduzir os fumos e odores a taxas muito baixas, uma vez que podem ser alcançadas taxas de purificação de 95% nos fumos e 80% nos odores. Esses valores podem variar, pois dependem da marca a ser instalada.

Da mesma forma, outra vantagem que possui é que geram pouquíssima pressão no sistema, pois ficam em torno de 40 e 50 Pa, embora seja uma pressão baixa deve sempre ser considerada, no caso de um sistema já instalado deve-se verificar se o ventilador Existente pode ser configurado para as novas condições de pressão.

Da mesma forma, devido à sua filtração eficiente, reduz o acúmulo de graxa nos dutos, este é um bom sistema para locais onde o acesso para limpeza dos dutos é muito difícil, um filtro eletrostático instalado de forma inteligente poderia reduzir consideravelmente este problema.

E um último é para locais onde não há saída para o exterior e apenas o ar pode ser descarregado internamente, pode-se fazer uma passagem dupla, ou seja, uma dupla filtração, isso geraria um índice de eficiência de 99%, e o ar pode ser descarregado para o ambiente interno.

Por fim, os filtros eletrostáticos são uma alternativa muito boa a se considerar quando é necessária uma descarga de ar com baixo teor de poluentes, porém, uma avaliação prévia por um especialista deve sempre ser feita antes de se decidir, neste as diferentes possibilidades devem ser avaliadas, pois podem ser um pouco mais caros do que um sistema convencional. Por se tratar de um equipamento adicional que auxilia no sistema de ventilação padrão.

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