Consequências da falta de segurança e higiene na ventilação Industrial

Não é segredo que a ventilação industrial está intimamente ligada à segurança e higiene no local de trabalho. A melhor maneira de as empresas garantirem um ambiente de trabalho saudável é projetar e instalar sistemas de ventilação mecânica confiáveis ​​e eficientes que atendam às necessidades específicas de suas operações e circunstâncias, tendo em mente que as normas pertinentes são rigorosas e bastante detalhadas. Além disso, o controle e a melhoria da qualidade do ar em ambientes industriais têm repercussões positivas na produtividade. Portanto, vale a pena explorar esse tema mais a fundo.


Como a ventilação industrial afeta a segurança e a higiene

Em instalações industriais, as atividades frequentemente envolvem o uso de compostos e substâncias altamente tóxicas. O manuseio desses produtos, juntamente com a complexidade dos próprios processos de produção industrial, leva à liberação de poluentes — na forma de vapores, gases e odores — no ambiente fechado. Isso geralmente é acompanhado por um aumento de temperatura. Claramente, todas essas circunstâncias comprometem o conforto térmico e a saúde desses locais de trabalho.

Somente com a instalação de um sistema de ventilação industrial adequado é possível garantir a segurança e a higiene desses trabalhadores. De fato, a ventilação inadequada é responsável por mais de 40% dos problemas de qualidade do ar em instalações industriais. As consequências diretas são variadas e graves. Entre os aspectos da saúde mais afetados pela presença de substâncias tóxicas estão, naturalmente, doenças respiratórias como asma ocupacional e pneumonite de hipersensibilidade.

No entanto, também é comum que temperaturas e umidade excessivas no ambiente de trabalho causem desconforto, o qual é agravado pelas exigências físicas da maioria dos trabalhos industriais. Em ambientes industriais inseguros e tóxicos, cãibras devido à desidratação causada pela transpiração, erupções cutâneas, exaustão geral e insolação são comuns.

As consequências para a produtividade

Sem dúvida, as repercussões da ventilação industrial na segurança e higiene que mais preocupam empregadores e autoridades são as relacionadas à saúde, já discutidas anteriormente. No entanto, não podemos ignorar como um ambiente adequadamente ventilado influencia a produtividade de uma empresa. Como exemplo, listamos abaixo alguns aspectos que são diretamente beneficiados:

Reduz o absenteísmo por motivos de saúde. Lembre-se que respirar ar poluído causa não apenas doenças respiratórias, mas também tonturas, dores de cabeça e exaustão.

Reduz a necessidade de rotatividade de pessoal, justamente porque a maioria dos trabalhadores está em ótimas condições para desempenhar suas funções. Isso é especialmente significativo em empresas onde, devido à natureza do trabalho, são necessários operadores altamente qualificados e, portanto, difíceis de substituir.

Evita penalidades das autoridades, que, em alguns casos, não são apenas financeiras, mas podem levar ao fechamento temporário ou permanente da empresa. Aumenta a produtividade dos trabalhadores porque, sentindo-se mais confortáveis ​​e seguros no ambiente de trabalho, eles desempenham suas atividades com maior e melhor disposição.

Aspectos regulamentados pela legislação de ventilação industrial

A legislação brasileira sobre ventilação industrial serve para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores. Pense nisso como um conjunto de regras para garantir que o ar nas fábricas e locais de trabalho seja limpo e confortável.

As principais regras vêm de dois lugares:

  1. Normas do Governo (NRs – Normas Regulamentadoras): São leis do Ministério do Trabalho que definem o que as empresas precisam fazer.
  2. Normas Técnicas (ABNT): São guias criados por especialistas que mostram como projetar e instalar os sistemas de ventilação corretamente.

Principais Normas Regulamentadoras (NRs) e o que elas significam:

  • NR 15 (Atividades Insalubres): Diz respeito a ambientes de trabalho que podem fazer mal à saúde. Ela estabelece limites para calor excessivo e certos produtos químicos no ar. A ventilação é fundamental para garantir que esses limites não sejam ultrapassados.
  • NR 17 (Ergonomia): Foca no conforto do trabalhador para que ele possa realizar suas tarefas sem prejudicar a saúde. Uma boa ventilação é crucial para manter um ambiente térmico agradável, o que afeta diretamente o bem-estar e a produtividade.
  • NR 9 (Gerenciamento de Riscos): Pede que as empresas identifiquem e controlem todos os riscos no ambiente de trabalho. A ventilação é uma ferramenta importante para neutralizar riscos à saúde.
  • NR 33 (Espaços Confinados): Trata de locais apertados e de difícil acesso (como tanques ou dutos). Antes e durante o trabalho nesses lugares, é obrigatório monitorar e usar ventilação para garantir que haja oxigênio suficiente e que não existam gases tóxicos.

Normas Técnicas (ABNT) Importantes:

  • NBR 14518: É específica para a ventilação e exaustão em cozinhas profissionais. Ajuda a remover fumaça e odores, e a manter um bom conforto térmico.
  • NBR 16069: Guia para o projeto e instalação de sistemas de ventilação e exaustão industrial em geral.
  • NBR 1657: Usada para calcular a quantidade de ar que precisa ser trocada em um ambiente (como espaços confinados) para garantir a segurança.

Requisitos Gerais Importantes:

Conforto Térmico: Os sistemas de ventilação devem garantir que a temperatura e a umidade do ar estejam dentro de limites agradáveis e seguros para os trabalhadores, seguindo a NR 17 e outras normas.

Prioridade da Proteção Coletiva: É sempre preferível usar soluções que protejam todos os trabalhadores de uma vez (como a ventilação) do que apenas dar equipamentos de proteção individual (EPIs, como máscaras) para cada um.

Ventilação Local Exaustora (VLE): São sistemas de exaustão que “sugam” o ar ruim (como fumaças de solda ou poeira) bem no local onde ele é gerado, antes que se espalhe pelo ambiente.

Umidade do ar

Ao analisar o fator umidade em espaços industriais, é necessário diferenciar e levar em consideração dois conceitos para que as medições sejam realmente eficazes: por um lado, a umidade relativa do ambiente, ou seja, a relação entre a umidade presente no ar e a quantidade que existiria em um ambiente totalmente saturado de vapor de água; por outro lado, a umidade absoluta expressa como o peso do vapor de água por unidade de volume do espaço ocupado (gramas/metro cúbico).

Velocidade do ar

Este fator de velocidade deve ser analisado considerando as atividades realizadas pelos trabalhadores e suas vestimentas. A temperatura e a intensidade da corrente de ar também influenciam na determinação da velocidade média do ar em um edifício industrial.

Movimento do Ar

A sensação de calor experimentada por cada indivíduo também é influenciada por mudanças no movimento do ar. O aumento do movimento do ar leva a uma diminuição proporcional na temperatura corporal, cujo nível pode ser observado nos valores da tabela a seguir:

  • Velocidade 0,3 m/s: diminuição de 1°C
  • Velocidade 0,7 m/s: diminuição de 2°C
  • Velocidade 2,2 m/s: diminuição de 5°C
  • Velocidade 4,5 m/s: diminuição de 7°C

Temperatura do Ar

Medir a temperatura real de um espaço industrial é complexo, pois existem diferentes métodos que medem diferentes conceitos de temperatura do ar (principalmente temperatura de bulbo seco ou úmido, ponto de orvalho ou temperatura de globo). Em última análise, o que importa é a temperatura efetiva, um índice arbitrário estabelecido que indica o grau de frio ou calor sentido pelo corpo humano, dependendo da umidade, da temperatura e da circulação do ar. Essa escala de conforto térmico foi estabelecida como resultado de um teste experimental com um grupo real de pessoas, concluindo que o conforto térmico situa-se entre 22 °C ± 2 °C para períodos frios e 24,5 °C ± 1,5 °C para períodos quentes. Não há dúvida sobre as implicações significativas da ventilação industrial para a segurança e higiene dos trabalhadores. Além disso, ela afeta inegavelmente a produtividade e, consequentemente, o sucesso final de um projeto empresarial, justificando a implementação de todas as medidas necessárias para garantir a eficácia do sistema instalado.

Influência da ventilação na produtividade do sua equipe

Nos últimos tempos, a expressão “respirar mal ambiente no trabalho” ganhou um sentido muito mais relevante. Antes da experiência pandémica, o aumento da incidência de doenças respiratórias, alérgicas, cutâneas ou visuais devido a uma má qualidade do ar nos centros laborais já havia posto o foco na necessidade de garantir uma ventilação correta no trabalho.

Vamos analisar as consequências diretas que têm uma má ventilação na produtividade, especialmente quando não se garantem as condições ideais de temperatura no trabalho.

Como a ventilação afeta o ambiente de trabalho

Sem dúvida, a ventilação no local de trabalho impacta a saúde dos funcionários, especialmente considerando que o ambiente de trabalho é um dos espaços fechados onde as pessoas passam a maior parte do tempo ao longo de suas vidas. Para as empresas, a má qualidade do ar afeta a produtividade, aumentando o número de licenças médicas. Mas essa não é a única maneira pela qual ela impacta o desempenho no trabalho.

Mesmo que os funcionários concluam sua jornada de trabalho, a produtividade diminui se houver má ventilação no local de trabalho. Isso foi demonstrado por inúmeros estudos e pesquisas conduzidos por universidades renomadas.

Um desses estudos, publicado na Harvard Business Review e liderado pelo Professor Joseph Allen, concluiu que as reações dos trabalhadores foram observadas após mudanças que afetaram significativamente a qualidade do ar. Especificamente, a proporção de COVs (Compostos Orgânicos Voláteis) e CO2 (Monóxido de Carbono) no ar foi modificada para detectar as mudanças cognitivas resultantes e, consequentemente, o impacto na produtividade. Três funções foram mais afetadas quando a qualidade do ar mudou:

  • Tomada de decisões.
  • Desenvolvimento de estratégias.
  • Planejamento.

Efeitos da temperatura no trabalho

Tendo mencionado anteriormente o estudo de Allen, voltamo-nos agora para o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (INSHT) para discutir a influência específica da temperatura no local de trabalho e seus efeitos na produtividade. O ambiente térmico ideal em um escritório deve estar entre 17 e 27 graus Celsius, caindo para entre 14 e 24 graus Celsius em locais de trabalho onde se realizam tarefas leves.

Em relação à temperatura no local de trabalho, a forma como ela afeta a produtividade pode ser resumida nos seguintes aspectos principais:

Perda de concentração como resultado de dores de cabeça ou possível queda da pressão arterial.

Redução do ritmo de trabalho devido ao aumento da fadiga causada pelo calor.

Dificuldade de coordenação do trabalho em equipe, uma vez que o humor é afetado pelo calor, dificultando o estabelecimento de um ambiente colaborativo e participativo entre os trabalhadores.

Ventilação adequada no local de trabalho e sua influência na produtividade

Sem dúvida, para evitar o estresse térmico no ambiente de trabalho, a melhor solução é instalar um sistema de ventilação adequado às condições de trabalho e que garanta um controle climático apropriado. Vale lembrar que a ventilação no local de trabalho não serve apenas para renovar o ar, mas também para regular a umidade e filtrar poluentes. Em outras palavras, ela atua na origem dos principais fatores que contribuem para a queda de produtividade. Nesse sentido, é importante abordar o projeto de ventilação do local de trabalho com uma estratégia que considere três possíveis etapas de ação: Garantir a renovação do ar e uma temperatura confortável. Buscar a máxima eficiência energética, para a qual um sistema de resfriamento passivo pode ser muito útil em alguns casos; ou seja, resfriar o ambiente com água acima do ponto de orvalho. Utilizar o resfriamento a baixa temperatura como último recurso, já que ele produz condensação nos emissores de resfriamento, o que reduz a eficiência do sistema de ventilação. Implementar uma ventilação adequada no local de trabalho não é apenas uma questão de responsabilidade para com os trabalhadores, mas também um investimento nos lucros da empresa.

fonte: https://www.solerpalau.com/blog/es-es/influencia-de-la-ventilacion-en-la-productividad-de-tu-equipo/

Sistemas de ventilação para prevenir a alergia a ácaros

Ventilação natural vs. ventilação mecânica

Ao realizar a ventilação do edifício, optar por sistemas de ventilação natural não permite garantir nem que se produza um nível de ventilação adequado nem que este seja demasiado elevado.

Ambas as condições de funcionamento gerarão problemas para pessoas com alergia a ácaros da poeira ou com patologias que piorarão devido a essa presença.

Sistemas de ventilação de duplo fluxo

O uso de um sistema de ventilação de duplo fluxo com uma operacionalidade adequada e garantia de renovação de ar é fundamental para evitar níveis de ventilação baixos ou excessivos.

Esses sistemas de ventilação, ao contar com insuflação através de dutos e captação do ar exterior conduzida, permitem que sejam instalados sistemas para controle de entrada de partículas e contaminantes biológicos, neste caso ácaros.

Sistemas de filtragem e desumidificação

Os ácaros da poeira estão presentes, de forma natural, no ambiente, de modo que serão introduzidos no interior do edifício com a problemática associada.

Os sistemas de filtragem permitem reduzir os níveis de ácaros neste ar de ventilação, melhorando notavelmente a qualidade do ar interior, com o consequente benefício para a saúde dos afetados por essa alergia a ácaros.

No caso de zonas com elevada umidade relativa ambiental, como por exemplo em regiões costeiras, pode-se tornar necessário o uso de sistemas de desumidificação no interior do edifício, com o objetivo de manter os níveis de umidade dentro dos parâmetros exigidos.

Sistemas de climatização recomendados

Os sistemas de climatização que permitem reduzir e controlar a presença de ácaros, especialmente quando os ácaros causam alergia e seus sintomas afetam os ocupantes, no caso de residências, são os baseados em água (radiadores ou piso radiante, fancoils) e os elétricos.

Quanto aos equipamentos de ar condicionado, é preciso considerar que eles produzem condensação, portanto, se não forem mantidos de forma exaustiva e adequada, algo difícil no âmbito residencial, podem levar à proliferação e acumulação de ácaros. Esses ácaros serão, portanto, insuflados para o interior do edifício e, além disso, no próprio ar, o que agrava as manifestações alérgicas.

Considerações especiais em edifícios comunitários

O problema da alergia a ácaros e outros contaminantes presentes no ar se agrava em edifícios de uso comunitário, devido ao fato de que, habitualmente, não são seguidos os critérios de manutenção recomendados para os sistemas de ar condicionado, em termos de limpeza, desinfecção e tratamento de filtros, dutos e grelhas, resultando em uma acumulação excessiva desses contaminantes nessas instalações.

Nas residências, a realização de aspirações frequentes no interior, com aspiradores com filtros especiais para partículas (HEPA), permite capturar e eliminar, de forma simples, os ácaros que já se encontram ou que proliferam no interior da moradia, reduzindo assim os efeitos quando os ácaros causam alergia aos ocupantes.

Ventilação em escolas: como impacta a qualidade do ar nas escolas?

A falta de ventilação nas escolas e, consequentemente, a má qualidade do ar dentro da sala de aula pode impactar o desempenho escolar dos alunos? Alguns estudos parecem confirmar que sim, que para além dos problemas de saúde e contágios, a qualidade do ar pode ter um impacto significativo na concentração, produtividade e desempenho académico dos estudantes.

Neste artigo, explicamos como a QAI (qualidade do ar interior) e a concentração de altos níveis de CO₂ afetam os estudantes, e quais são as recomendações oficiais. Também abordaremos as vantagens de uma boa ventilação e quais são as opções para melhorá-la.

Relação entre ventilação nas escolas e desempenho escolar

De acordo com um estudo da Universidade de Harvard, a concentração de gases de CO₂ acima de 1000 ppm (partes por milhão) na sala de aula pode fazer com que os estudantes se sintam sonolentos e experimentem efeitos secundários como falta de concentração, aumento do ritmo cardíaco e até náuseas.

Por outro lado, a falta de uma ventilação correta pode aumentar a temperatura e a humidade dentro da sala de aula, e isso, por sua vez, pode afetar a atenção e gerar alunos com baixo rendimento.

No estudo, os investigadores de Harvard e UCLA concluíram que temperaturas elevadas dentro da sala de aula, bem como o simples aumento de 1,8 ºC, podem reduzir o rendimento da aprendizagem em 1%.

E quanto mais elevada a temperatura, mais o rendimento dos alunos decai, podendo chegar a afetar as habilidades motoras e a capacidade de raciocínio. Algo semelhante também pode ocorrer quando as temperaturas descem além do normal.

Quanto à humidade interior, os investigadores verificaram que, com um nível de humidade inferior ou superior ao habitual (40%), os alunos começavam a sentir-se desconfortáveis e distraídos.

No experimento, compararam-se duas salas de aula. Na primeira, a humidade era aumentada e reduzida em 20%, enquanto na segunda, mantinha-se estável. Os resultados foram claros: a fadiga nos alunos que permaneceram na sala de aula onde o grau de humidade era estável reduziu-se em 23% e o grau de distração diminuiu 61%.

Como deve ser o sistema de ventilação para uma sala de aula?

Como verificamos, a ventilação nas escolas e, consequentemente, a qualidade do ar interior, tem um impacto significativo no desempenho dos estudantes. Além disso, não se deve esquecer que a ventilação das salas de aula é fundamental para prevenir a transmissão de doenças respiratórias ou o aparecimento de problemas respiratórios como a asma.

Apesar de todos os efeitos contrários que um mau sistema de ventilação pode provocar em centros educativos, tanto a nível académico como de saúde, a maioria deles não lhe presta a atenção suficiente. E embora sejam estabelecidas algumas diretrizes relativamente à limpeza e ventilação natural, a solução pode ser insuficiente.

Grande parte das escolas não dispõe de um sistema de ventilação mecânica adequado ou simplesmente não cumpre as normas de qualidade do ar interior. Isto pode dever-se à falta de recursos, à falta de consciência sobre a importância da qualidade do ar ou a uma combinação de ambos.

Que opções existem para melhorar a ventilação nas escolas?

Diante das dificuldades que uma ventilação incorreta nas escolas pode representar para os alunos, bem como a ineficácia das medidas de ventilação natural em certas épocas do ano, a instalação de um sistema de ventilação mecânica apresenta-se como a melhor opção em todos os níveis.

Entre as múltiplas opções disponíveis, a que demonstrou oferecer os melhores resultados é a ventilação mecânica de duplo fluxo com recuperação de calor. Este sistema incorpora um permutador de calor que permite conservar a temperatura interior enquanto o ar é renovado, o que é especialmente útil em climas frios ou muito quentes.

Além disso, estes sistemas costumam incorporar filtros que melhoram a qualidade do ar, bem como sensores que monitorizam os níveis de CO₂ e ajustam automaticamente o fluxo de ar, o que é muito conveniente em zonas quentes e secas onde ocorrem fenómenos meteorológicos como a calima. Embora existam outras soluções mais económicas, a instalação de um sistema deste tipo é a melhor opção a longo prazo, pois oferece um equilíbrio ótimo entre eficiência energética e qualidade do ar.

Dentro dos sistemas de ventilação mecânica, poderá ser selecionado um sistema centralizado ou descentralizado em função do orçamento, prazo e tipo de obra ou reforma que possa ser realizada no centro.

ACESSÓRIOS E PERDA DE CARGA

Sendo as telas, registros e filtros acessórios comuns em ventiladores, e por localizarem-se sempre no fluxo de ar, apresentamos abaixo a perda de carga que deve ser considerada na seleção dos ventiladores.

TELAS DE PROTEÇÃO

Tanto para utilização na aspiração quanto na descarga, são fabricadas com tela galvanizada de malha….

Perda de carga (mmca):        na aspiração p = 0,027 v2

                                               na descarga p = 0,044 v2

onde “v” é a velocidade do fluido em m/s relativa à respectiva área total.

REGISTRO BORBOLETA

Sendo utilizado em dutos, é composto de uma chapa no formato da seção transversal do duto, um eixo e uma alavanca de regulagem. Os mancais tipo bucha são soldados à carcaça. A temperatura máxima de utilização, na construção padrão em aço carbono, é de 120oC.

Perda de carga (mmca):        totalmente aberto p = 0,008 v2

                                               fechado 5o    p = 0,013 v2

                                               fechado 10o  p = 0,029 v2

                                               fechado 30o  p = 0,227 v2

onde “v” é a velocidade do fluido em m/s relativa à respectiva área total.

DAMPER DE SOBREPRESSÃO ou REGISTRO GRAVITACIONAL

Pode ser usado tanto para na aspiração como na descarga. É construído com moldura retangular em aço galvanizado, pás também em aço galvanizado, eixos em aço carbono e buchas em PVC. A temperatura máxima de utilização para esta construção é de 60oC.

Perda de carga (mmca):        para v  1 m/s     p = 0,8

                                               para v > 1 m/s     p = 0,95v – 0,15

velocidade máxima de utilização v = 8 m/s.

REGISTRO VENEZIANA

De lâminas opostas (LO) ou paralelas (LP), são construídos com moldura retangular com flanges, lâminas, eixos e alavanca de regulagem em aço carbono, e buchas em bronze. Em casos especiais podem ser fornecidos com mancais de rolamento. Podem ser utilizados em temperaturas de até 120oC na construção padrão, e são disponíveis para acionamento manual, pneumático ou eletromecânico.

Perda de carga (mmca):       

                                                                               LO                                          LP

totalmente aberto                                          p = 0,0282 v2                   p = 0,0282 v2

fechado 15o                                                   p = 0,11 v2                      p = 0,085 v2

fechado 30o                                                   p = 0,42 v2                      p = 0,225 v2

REGISTRO RADIAL

Disponíveis para acionamento manual, pneumático ou eletromecânico, central ou externo, podem operar em temperaturas de até 180oC. São composta de carcaça circular com flanges, pás, eixos e núcleo central em aço carbano. As buchas de assentamento dos eixos são em bronze grafitado, embutidas em mancais de ferro fundido no lado externo e no núcleo central no lado interno. O acionamento permite regulagem para vários ângulos de fechamento. Não podem ser fornecidos separadamente para ventiladores arranjos 3 e 7. O menor tamanho disponível é 450mm de diâmetro.

Perda de carga (mmca): totalmente aberto p = 0,0215 v2

onde “v” é a velocidade do fluido em m/s relativa à área total do registro.

Nas curvas do Anexo A está representada a variação das características de ventiladores RL e RF, em porcentagem de vazão e pressão total, em função do ângulo de fechamento do registro.

A economia de potência de um registro radial em relação a um registro veneziana é elevada. Isto se deve ao fato de o registro radial atuar praticamente como um variador de rotação, enquanto que o registro veneziana trabalha sobre a curva de rotação do ventilador, simplesmente através de um incremento da pressão causado, por um estrangulamento da seção.

REGISTRO RADIAL X REGISTRO VENEZIANA

Registro Radial – de maior custo, porém permite obter uma ampla variação das características do ventilador, além de oferecer uma apreciável economia de potência.

Registro Veneziana (lâminas paralelas) – especialmente útil no controle de partida do ventilador. Pode ser utilizado para regulagem de características quando sua descarga se der em um pleno ou na atmosfera.

Registro Veneziana (lâminas opostas) – de idêntica utilização ao registro de lâminas paralelas, porém com a vantagem de permitir uma melhor regulagem das características do ventilador, quando existir um sistema após o registro.

Observação: ventiladores que partem com registros fechados tem a sua potência e torque máximos reduzidos à metade, ou seja:

Potência com registro fechado = Pabs. Nominal x 0,5

Torque máximo com registro fechado = 35810 x Pot. Nominal (kgf.cm)

                                                                                Rot. Nominal

FILTROS

Filtros Circulares

Tipo FRAM CA 2700. Área total de filtragem de 2,05 m2/filtro. Eficiência conforme teste AFI 89 a 90%. Velocidades recomendadas:

  • Serviço pesado = 0 a 0,057 m/s;
  • Serviço normal = até 0,114 m/s.

Quanto à escolha do tipo de serviço, deve ser considerado o ambiente em que o filtro será utilizado. Se a quantidade de pó for muito alta e a freqüência de manutenção baixa, opte pelos valores referentes ao serviço pesado. Em ambientes industriais normais utilize os valores para serviço normal.

Perda de carga (mmca): inicialmente calcule a quantidade de filtros.

N = 1,355 x 10-4 Q / v onde Q = vazão em m3/h;

                                                         v = velocidade recomendada em m/s.

p = 39,1 x 10-6 (Q / N)2.

Da prática podemos estabelecer:

  • serviço pesado Q = 425m3/h por filtro;
  • serviço normal Q = 850m3/h por filtro.

OBS: filtros sujos podem alcançar valores de perda de carga iguais a até 8 vezes a perda de carga inicial, portanto deve-se ter cuidado na seleção.

Filtros tipo Placa

Consultar catálogos dos fabricantes.

VAZÃO, PRESSÃO E DENSIDADE – UNIDADES E CONVERSÕES

Vazão e Pressão – Formas de apresentação

Existem diversas formas de se expressar a vazão e a pressão relativas a um determinado sistema de ventilação. Estas expressões decorrem do tipo de gás, da aplicação e do próprio projeto do sistema. Por exemplo, para um sistema de transporte de materiais, a vazão normalmente será expressa em m3/h; para um sistema de exaustão de gases da queima de produtos em kg/h ou m3N/h; etc… Assim faz-se necessário um esclarecimento a respeito destas unidades e de suas relações.

VAZÃO

m3N/h – Para simplificar tomemos apenas o volume  m3N. É o volume ocupado por um gás nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP) a 0oC e 760mmHg, ou seja, é o espaço que o gás ocuparia caso fosse utilizado nestas condições. Na realidade, no entanto, o gás não vai ser usado nas CNTP, mas sim a uma temperatura e pressão barométrica totalmente diferentes, o que torna necessário recalcular o volume que esta mesma quantidade de gás ocupará nas condições de funcionamento. Para este cálculo, multiplicamos inicialmente o volume em  m3N pelo peso específico normal obtendo a “massa do sistema”. Após dividimos a massa pelo peso específico das condições de funcionamento e obtemos o volume em  m3 que será utilizado para a seleção do ventilador (veja subitem 1a).

Por outro lado, o volume de ar de um ventilador não varia.

Se usarmos o volume em “ m3N” para selecioná-lo, este volume será aquele encontrado em qualquer outra condição de funcionamento, e a cada condição diferente encontraremos uma nova massa de gás.

Utilizando-se a vazão de ar em  m3/h, confirmamos que a de um ventilador não varia:

Vazão ( m3/h) = velocidade (m/s) x área ( m2) x 3600

Área ( m2) = constante

Velocidade (m/s) = ((2 g Pd)/)1/2                             g = 9,81  m/s2

Pd1 = Pd2 (1 / 2), onde Pd1/1 = Pd2/2 = Pd/  =  constante, então sendo a velocidade constante, logo a vazão é constante. Isto é válido para qualquer ventilador numa determinada rotação e fator de perda de carga fixas.

kg/h –  conforme já explicado no capítulo anterior, a massa necessária ao funcionamento de um sistema deve ser convertida em volume, nas condições de funcionamento, para a seleção do ventilador.

PRESSÃO

Existem duas formas básicas de se expressar a pressão: pressão absoluta e pressão relativa.

Pressão absoluta: é a pressão do sistema expressa em relação à pressão zero. Assim, pressões inferiores à pressão atmosférica (abaixo de 10333mmca) geralmente serão pressões de aspiração, e pressões superiores serão as de descarga. Não ocorrem pressões negativas.

Pressão relativa: É aquela que indica apenas as pressões efetivas do ventilador, em relação à pressão atmosférica. Pressões abaixo da atmosférica são apresentadas como negativas, e acima da atmosférica como positivas. Este é o sistema utilizado nas curvas e folhas de dados de ventiladores.

Pressão atmosférica =  760 x 10 ^ (-ALT/(18,4+0,067 Tamb)), em mmHg onde

ALT = altitude em km;

Tamb = temperatura ambiente em oC.

SELEÇÃO DE VENTILADORES OPERANDO COM GASES A TEMPERATURAS DIFERENTES DA AMBIENTE

1) Vazão de Ar

a) Vazão de ar indicada em “ m3N/h”

Este dado se refere a temperatura de 0oC e 760 mmHg. Para a conversão multiplique a vazão em  m3N/h pelo fator da seguinte fórmula:

F = (ts + 273)/273  x  10333/(PB – PE) = 1,293 / 1

onde

ts = temperatura de serviço

PB = pressão barométrica x 13,595 (mmHg x 13,595)

PE = pressão estática na aspiração (mmca)

OBS:

  • Se não constar da especificação a pressão de aspiração, utilizar a pressão estática do ventilador;
  • Se o ventilador não utilizar duto na aspiração, considerar a pressão estática de aspiração igual a zero.

Então: Vazão ( m3/h) = Vazão ( m3N/h) x  F

b) Vazão de ar indicada em “ kg/h”

Para converter para m3/h, divida a vazão em kg/h pelo peso específico do gás na temperatura e pressão barométrica de serviço.

Vazão ( m3/h) = Vazão ( kg/h) /   (kg/m3) , donde  deve ser obtido conforme item 3.

2) Pressão Estática

a) A pressão estática solicitada geralmente se refere às condições de serviço. Para se proceder a seleção do ventilador, nas curvas impressas, é necessário que esta pressão seja convertida à condição das curvas, ou seja,  = 1,205 kg/m3. A pressão estática é diretamente proporcional ao peso específico do gás. Assim, após determinar o peso específico do gás conforme item 3, a pressão nas condições das curvas será:

          Pressão estática = pressão de serviço x 1,205/

b) formas de apresentação da pressão:

  • mmca (pressão relativa): unidade das curvas;
    • pressão absoluta: valores na ordem de 10.000 mmca. Pressão estática será igual a pressão informada menos 10.333. Corrigir a pressão encontrada em função das condições de funcionamento conforme item 2a.
    • Informadas a pressão de aspiração e a de descarga, a pressão estática será igual a soma das duas. Se a pressão for absoluta, primeiro proceder conforme item 3. Se a pressão de aspiração for informada com valor negativo, desprezar o sinal e somar normalmente com a de descarga. Corrigir a pressão encontrada em função das condições de funcionamento conforme item 2a.
  • Peso específico, volume específico e densidade

a) peso específico – fórmula geral

          = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333

          para o ar = 1,293 kg/m3 = 1,293 kg/m3N

b) Se o peso específico informado estiver em  kg/m3N, significa que se refere a 0oC e 760 mmHg e é o próprio do gás.

c) Se for informado o volume específico do gás, inverter para obter o peso específico.

d) Se o volume específico for em  m3N/kg, o peso específico obtido com a inversão será o próprio  do gás.

e) Densidade =  peso específico (usualmente, mas não tecnicamente).

EXEMPLO 1

Vazão = 100.000 kg/h

Pressão estática = 200 mmca

Fluido = ar ambiente

Temperatura de trabalho =  25oC

Pressão atmosférica = 760 mmHg

Obs: o ventilador não tem duto na aspiração (PE = 0 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,293x  273/(273 + 25) x (10333 – 0)/10.333

                              = 1,184 kg/m3

Vazão = 100.000 kg/h / 1,184 kg/m3 = 84.459 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 200 x 1,205/1,184 = 203,5 mmca

EXEMPLO 2

Vazão = 62.702 kg/h

Pressão estática = 200 mmca

Fluido = gases da combustão do bagaço de cana

Temperatura de trabalho =  230oC

Volume específico = 0,860 m3N/kg

Pressão atmosférica = 690 mmHg (x 13,595 = 9380,6 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 3d  =  1/vo = 1/0,860 = 1,163 kg/m3N

Como não foi informada a pressão de aspiração assumimos que ela seja igual a pressão estática total informada.

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,293x  273/(273 + 230) x (9380,6 – 200)/10.333

                              = 0,561 kg/m3

Vazão = 62.702 kg/h / 0,561 kg/m3 = 111.768 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 200 x 1,205/0,561 = 429,6 mmca

EXEMPLO 3

Vazão = 121.732  Nm3/h

Pressão estática = 313 mmca

Fluido = gás qualquer

Temperatura de trabalho =  175oC

Volume específico = 0,821 m3N/kg

Pressão atmosférica = 760 mmHg (x 13,595 = 10.333 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 1a  F= (ts + 273 )/273 x 10.333 / (PB – PE)

                              F= (175 + 273 )/273 x 10.333 / (10.333 – 313)

                              F= 1,692

Vazão = 121.732 Nm3/h x 1,692 = 206.006 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

Conforme item 3d  =  1/vo = 1/0,821 = 1,218 kg/m3N

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,218x  273/(273 + 175) x (10.333 – 313)/10.333

                              = 0,720 kg/m3

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 313 x 1,205/0,720 = 523,8 mmca

EXEMPLO 4

Vazão = 3.414 kg/h

Pressão estática de aspiração = 9950 mmca

Pressão estática de descarga = 10450 mmca

Fluido = ar ambiente

Temperatura de trabalho =  30oC

Pressão atmosférica = 700 mmHg (x 13,595 = 9516,5 mmca)

a) Determinação da vazão

Conforme item 2b

PE = abs(9950 – 10333) = abs(-383 mmca) = 383 mmca

Conforme item 3a  = x  273/(273 + ts) x (PB – PE)/10.333        

                              = 1,293x  273/(273 + 30) x (10333 – 383)/10.333

                              = 1,030 kg/m3

Vazão = 3.414 kg/h / 1,030 kg/m3 = 3.314 m3/h (esta é a vazão que deve ser utilizada na seleção do ventilador).

b) Determinação da pressão

hs (SE) descarga = 10.450 – 10.333 = 117 mmca

hs (SE) aspiração = 9.950 – 10.333 = – 383 mmca

hs (SE = 117 + 383 = 500 mmca

hs (ST) = hs (SE) x 1,205 /   = 500 x 1,205/1,030 = 585 mmca

Esses são fundamentos importantes para entender o processo de ventilação. Acompanhe nosso blog para obter mais conteúdos e informações. Se quiser conhecer mais sobre os nossos ventiladores, acesse solerpalau.com.br.

O que é um ventilador

Um ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido.
Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 – 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água).
Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça.
Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber:
(a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido.

(b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador.
Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

Ar Padrão (Sistema Internacional)
Ar seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Pressão Relativa – Coluna d’água (ca)
É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1).

Pressão Estática (Pe)
É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica
É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2).

Pd = V 2 para ar padrão
1,3
Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa
V = velocidade em m/s

Ou Pd = ( r V2 ) / 2g

Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca
V = velocidade em m/s
r = densidade de 1,204 kg/m3
g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Pressão Total
Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3)

Pressão Total do Ventilador
Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador.
A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Vazão (Q)
É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.

Pressão Estática do Ventilador
A pressão estática do ventilador (Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração, isto é, não é a pressão estática do sistema externo.

Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs)
É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. Pode incluir a potência absorvida por correias em V, acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.

Onde: ht = rendimento total do ventilador
Q = vazão em m3/s
Pt = pressão total em Pa
Pabs = potência em kW

Ou

Onde: ht = rendimento total do ventilador
Q = vazão em m3/h
Pt = pressão total em mmca
Pabs = potência em cv

Rendimento Estático (he)
É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.

Rendimento Total (ht)
Também chamado de rendimento mecânico, ou simplesmente rendimento. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.

Pressão Estática com vazão nula
Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada, resultando em nenhum fluxo de ar. (Fig. 6).

Condição de descarga livre
Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero, e a vazão é máxima.
(Fig 7).

Intervalo de Aplicação
É o intervalo de vazões e pressões de operação, determinado pelo fabricante, no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. (Fig. 8)

O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima, para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.

Velocidade Periférica (Vp)
É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. (Fig. 9.)

Onde :
D = diâmetro do rotor em metros
N = velocidade em RPM

Qual a importância do ar interior

No mundo acelerado de hoje, onde a maioria de nós passa significativas horas dentro de ambientes fechados, seja em casa, no trabalho ou em locais de lazer, a qualidade do ar que respiramos é mais importante do que nunca. A qualidade do ar interior (QAI) não é apenas um componente essencial do conforto em nossos espaços, mas um pilar fundamental para a nossa saúde e bem-estar. Como parte do Grupo Soler & Palau, líder mundial em ventilação e qualidade do ar, estamos na vanguarda do desenvolvimento de soluções inovadoras para garantir que o ar em seus espaços seja puro, fresco e saudável.

A Ciência da Qualidade do Ar Interior

Diversos estudos têm mostrado que a poluição do ar interior pode ser até cinco vezes superior à poluição externa. Isso se deve a uma variedade de fatores, incluindo, mas não se limitando a, compostos orgânicos voláteis (COVs), mofo, pólen, partículas finas e monóxido de carbono, que podem emanar de móveis, produtos de limpeza, materiais de construção e até mesmo de nossas atividades diárias.

A exposição prolongada a um ar interior de má qualidade tem sido associada a uma vasta gama de problemas de saúde, desde irritações nos olhos, nariz e garganta, até condições mais graves como asma, doenças respiratórias crônicas e, em casos extremos, pode contribuir para doenças cardíacas e câncer.

A Solução Através da Inovação

Como parte do Grupo Soler & Palau, estamos comprometidos em liderar a caminhada para um futuro onde o ar que respiramos dentro de nossos espaços seja tão fresco e limpo quanto o ar que encontramos na natureza. Nossas soluções de ventilação são projetadas não apenas para extrair o ar contaminado e introduzir ar fresco de fora, mas também para filtrar e purificar o ar, garantindo que os ambientes internos sejam seguros, confortáveis e propícios ao bem-estar.

Nossos produtos abrangem uma ampla gama de aplicações, desde soluções residenciais discretas até sistemas de ventilação industrial de alta capacidade, todos projetados com a mais alta tecnologia e inovação. A eficiência energética é uma prioridade, garantindo que, ao melhorar a qualidade do ar interior, não estejamos prejudicando o ambiente externo.

Compromisso com a Excelência

Como líder mundial, o Grupo Soler & Palau está na vanguarda da pesquisa e desenvolvimento em qualidade do ar e tecnologias de ventilação. Estamos comprometidos em oferecer produtos da mais alta qualidade, apoiados por um serviço ao cliente excepcional. Nossa missão é garantir que cada respiração que você dê dentro de seus espaços seja uma respiração de ar puro, seguro e revitalizante.

Conclusão

Investir na qualidade do ar interior é investir na saúde e no bem-estar de todos que compartilham nossos espaços. À medida que avançamos, o Grupo Soler & Palau continua dedicado a ser seu parceiro confiável em criar ambientes internos que não apenas promovam a saúde, mas também o bem-estar geral e a felicidade. Respire melhor, viva melhor com Soler & Palau.

O que é a qualidade do ar e por que é tão importante?

O ar é essencial para a existência dos seres vivos. O ser humano também exige condições que garantam higiene e conforto adicional. O ar externo é composto principalmente por dois elementos, Oxigênio e Nitrogênio, e outros gases cujas proporções estão na Tabela 1. Se esses gases não ultrapassarem os valores da Tabela 2, pode ser considerado ar “limpo”. Infelizmente os valores disparam, principalmente nas grandes cidades, levando a um ar “poluído”, como aparece na segunda coluna da mesma tabela.

Como se sabe, ventilar significa substituir uma parcela do ar interior considerada indesejável pela sua pureza, temperatura, humidade, odor, etc., por outro ar exterior com melhores condições. Mas se o ar exterior estiver contaminado, será necessário purificá-lo para reter os elementos contaminantes, como mostra esquematicamente a Figura 3.

Com a crise do petróleo em 1973, todos os países industrializados estabeleceram normas para conter o consumo de energia, especialmente aquecimento e refrigeração. O poder isolante das paredes e telhados foi aumentado e os fechamentos de portas e janelas foram melhorados para evitar perdas por convecção. Em suma, surgiram edifícios herméticos, equipados com sistemas de ventilação mecânica. Mas, para contribuir para a poupança de energia, parte do fluxo de ar extraído foi reciclado em percentagens crescentes até atingir limites exagerados. Além disso, se as instalações não forem limpas e desinfetadas regularmente, como é habitual, prolifera a propagação de contaminantes e microrganismos por todo o edifício. O sorridente leitor da Fig. 2, satisfeito por ter se isolado do exterior com uma janela hermética, impedindo a entrada de poluentes, poeira e ruído, logo começa a sofrer de alergias, irritações, ardor nos olhos e dores de cabeça.

O homem moderno passa mais de 80% do seu tempo em ambientes fechados e os fatores elencados têm consequências imediatas: as doenças alérgicas e pulmonares aumentam e a taxa de propagação de doenças infecciosas entre os usuários de um mesmo imóvel aumenta enormemente, principalmente se possuírem instalação de ar condicionado. Nos EUA, registaram-se 150 milhões de dias de absentismo por ano, enquanto a OMS estimou que 30% dos edifícios novos ou reabilitados sofrem deste defeito. Se o número de ocupantes afetados chegar a 20%, o imóvel é denominado Prédio Doente. Várias causas contribuem para isso, mas a ventilação insuficiente e inadequada tem sido apontada como a principal e indiscutível. Em 1968, 144 pessoas no Health Building em Pontiac, Michigan, EUA, contraíram uma doença com dores de cabeça, febre e dores musculares, que foi chamada de “febre de Pontiac”. Em 1976, num hotel da Filadélfia, durante uma convenção de ex-legionários, eles foram acometidos por uma bactéria, identificada como Legionella Pneumophila, cultivada e disseminada pelo ar condicionado, que levou 29 dos participantes ao túmulo. Atualmente, essa bactéria, pelos mesmos motivos, ataca anualmente de 25 a 45 mil pessoas, somente nos Estados Unidos.

Mas, além dos problemas de saúde que um sistema de ar condicionado com má manutenção, má limpeza e falta de ar primário pode causar, múltiplas causas contribuem para a contaminação do ar no interior do edifício. No passado, considerava-se que apenas o ser humano, com a expulsão do dióxido de carbono da sua respiração e a libertação do odor corporal, era responsável pela deterioração da qualidade do ar. Hoje sabe-se que os componentes orgânicos voláteis libertados pelos móveis, tintas, adesivos, vernizes, combustíveis, materiais de higiene pessoal e de limpeza doméstica contaminam significativamente o ar interior: insecticidas, rodenticidas, combustão directa no interior da sala, aerossóis, detergentes, limpeza a seco roupas que são arejadas em casa, tapetes, parquets e, principalmente, fumo de tabaco e, também, ambientadores com os quais queremos disfarçar o ambiente abafado. Um grupo muito importante de poluentes são os materiais de construção, entre os quais se destaca o formaldeído proveniente de aglomerados de madeira colados com resinas e alguns isolantes. E em certas áreas há rádon, que é particularmente perigoso. É um gás de origem natural que ameaça o câncer de pulmão e é liberado do rádio contido em alguns materiais como granito, pedra-pomes e rochas fosfáticas, além de águas profundas de poços. Nas residências aparece nos porões e nas Figs. 4 e 5 descrevem sua presença e a forma de controlá-la com ações adequadas e, principalmente, ventilação eficiente.

Diversas regulamentações estabeleceram que a ventilação necessária para proporcionar um ambiente higiênico aos ocupantes de um espaço fechado é da ordem de 7,5 litros por segundo por pessoa, pelo menos. Dependendo da função do local, considerado sala de fumadores, enfermarias, bares, etc., este valor aumenta até atingir mais do dobro ou triplo. Mas como tais fluxos entram em conflito com a poupança de energia, especialmente de aquecimento, são reduzidos, caindo no extremo oposto. A partir de uma pesquisa realizada em 350 edifícios e as causas das reclamações sobre a qualidade do ar interior estão reproduzidas na Tabela 3. Destaca a grande importância de uma ventilação suficiente mas também que existem outras causas que motivam desconfortos e indisposições.

Considerando a influência dos poluentes internos das instalações, percebe-se que são muito variados e que o ideal seria identificá-los previamente e descobrir as suas fontes de emissão. Atualmente fala-se em edifícios construídos com materiais de baixa emissão e há laboratórios que trabalham no assunto. Unidades foram estabelecidas para medir a qualidade do ar interno. O professor P. Ole Fanger, da Universidade Técnica da Dinamarca, define OLF como a poluição produzida por uma pessoa, que exerce um trabalho sedentário e uma higiene normal, tomando banho todos os dias e meio. Um móvel, uma mesa de escritório com seus papéis e utensílios, equivale a 2 Olfos e uma estante média, com livros, plantas e objetos de decoração, polui como 3 Olfos.

Em geral, os materiais de escritório emitem até 0,5 Olfs por metro quadrado. Uma pessoa ativa chega a 6 Olfs, um fumante contínuo pode chegar a 25 Olfs e um atleta 30 Olfs. DECIPOL é a percepção combinada através do nariz e dos olhos do sentido químico do ambiente, com sua carga de diferentes odores e elementos irritantes contidos no ar. A unidade é definida como a percepção de um Olf diluído por um fluxo de ar puro de 10 l/s.

A insatisfação causada por um Olf em função do coeficiente de ventilação, expressa por um grupo de pessoas que classifica o ambiente de um local como inaceitável no momento de adentrá-lo, está traçada na Figura 8. A relação entre os decípolos que reinam em um local e o número de pessoas insatisfeitas que sofrem com isso está representado na Figura 9. Um decipol insatisfaz 15% das pessoas investigadas e para chegar a 50% de insatisfeitos a poluição deve atingir 6 decípulos.

De acordo com isso, também foi estabelecido que um ambiente pode ser classificado com base nos decípolos. Prédios a partir de 10 decípolos são classificados como afetados pela Síndrome do Edifício Doente.

E, usando os Olfs e os Decípolos como unidades de poluição do ar, pode-se determinar a ventilação necessária da sala: Onde Q é o fluxo de ar exterior, G é a poluição interior e Ci, Co é a percepção interior e exterior das instalações consideradas. Esta fórmula é dada como uma indicação de como as unidades definidas são utilizadas para determinar uma vazão de ventilação necessária, mas nota-se que seu uso é muito problemático devido à dificuldade de avaliação dos termos C. Fanger dá valores com base na emissão dos materiais, mas os resultados têm sido questionados por serem muito elevados e envolverem custos energéticos consideráveis. A regulamentação atual estabelece valores para grandes espaços que variam de 0,4 a 1,5 l/s m² ocupados por não fumantes e de 1,7 a 5 l/s m² para fumantes, valores bem abaixo dos obtidos pela fórmula indicada.

Resumo

A Síndrome dos Edifícios Doentes é um fenômeno complexo em que a má ventilação se destaca como um importante fator de risco. O projeto dos sistemas de ventilação e ar condicionado deve levar em consideração a facilidade de limpeza e desinfecção regular dos equipamentos e dutos. Não é só o homem que polui o ar interior. Materiais de construção, móveis, tapetes, carpetes e revestimentos de parede, bem como utensílios e produtos domésticos produzem eflúvios poluentes. O fumo do tabaco, o radão, os COV, o dióxido de carbono e as partículas sólidas em suspensão destacam-se pela sua importância. Materiais de baixa emissão devem ser escolhidos nos projetos. A qualidade do ar exterior influencia significativamente a qualidade do ar interior. Se necessário, deve ser purificado nas entradas de ar. Duas novas unidades estão sendo propostas para medir a qualidade do ar: o OLF e o DECIPOL.

Aeração: processo essencial para conservação de grãos

Silo com aeração

A aeração de grãos é uma técnica que visa controlar a temperatura e a umidade dos grãos armazenados. Nos Estados Unidos, a pesquisa sobre aeração começou na década de 1930, enquanto no Brasil, os estudos tiveram início na década de 1960. A aeração é fundamental para preservar a qualidade dos grãos e sementes armazenados, evitando a proliferação de insetos e fungos.

Para operar a aeração com eficiência, é necessário considerar fatores como a resistência dos grãos à passagem do ar, o equilíbrio higroscópico e as condições climáticas locais. Além disso, a escolha e o dimensionamento adequado dos ventiladores são essenciais para o sucesso da operação.

A aeração pode ser usada para resfriar os grãos em épocas de clima quente e também para secagem em condições específicas. No entanto, o uso inadequado da aeração pode resultar em perdas de qualidade e aumento dos custos de operação. Portanto, a capacitação dos operadores e a manutenção adequada do sistema são fundamentais.

A ventilação é um componente crucial desse processo. A ventilação ativa ou mecânica envolve a utilização de ventiladores para impulsionar o ar através da massa granular de grãos armazenados. Este ar, geralmente ligeiramente aquecido (cerca de 6°C acima da temperatura ambiente devido ao atrito e, em alguns casos, à geração de calor dos motores dos ventiladores), é insuflado no silo. Para fazer isso com eficácia, é essencial entender as características dos ventiladores usados. Cada ventilador possui sua própria Curva Característica que relaciona a vazão de ar, potência requerida, pressão estática e rotação do eixo do ventilador. O conhecimento dessas características é crucial para garantir que o ventilador escolhido atenda às necessidades do sistema de aeração planejado.

A ventilação mecânica é geralmente preferida porque permite um controle mais preciso da distribuição do ar e é menos dependente das condições climáticas externas. Além disso, o uso de ventiladores controlados por automação é uma tendência atual, onde sistemas automatizados monitoram as condições dos grãos, as condições climáticas e outros fatores para otimizar o processo de aeração.

Os dutos de aeração também são essenciais para o processo. Existem vários tipos de dutos, como dutos de fundo falso e calhas de aeração. A escolha do tipo de duto depende do tipo de unidade de armazenamento, a vazão de ar, o tipo e a umidade do produto, a velocidade do ar, o diâmetro do duto, o comprimento do duto e outros fatores.

A ventilação adequada é uma ferramenta poderosa para a preservação de grãos armazenados, ajudando a evitar o desenvolvimento de insetos, fungos e outras condições adversas. No entanto, sua eficácia depende de uma operação consciente e bem informada, que leve em consideração fatores como a temperatura e a umidade dos grãos, as condições climáticas locais e o conhecimento do equipamento usado.

Em suma, a aeração é uma técnica importante para a conservação de grãos, mas seu sucesso depende de conhecimento técnico, monitoramento e operação adequados.

Nossa linha de ventiladores conta com equipamentos para aeração. Acesse solerpalau.com.br e confira.

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